Datacenter – Armazenamento

Consultas Rápidas

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Servidor de Arquivos

Qual a função de um servidor de arquivos ?

O servidor de arquivos fornece um ponto centralizado na rede para armazenamento e compartilhamento de arquivos entre os usuários. Quando desejarem usar um arquivo importante, como um planejamento de projeto, os usuários podem acessá-lo diretamente no servidor de arquivos, em vez de precisarem repassar o arquivo entre cada computador. Qualquer computador pode ser configurado para atuar como um servidor de arquivos e existem várias formas de implementar.

A tecnologia de armazenamento foi desenvolvida para operar várias unidades de disco formando uma “matriz de discos” (sistema de armazenamento), que normalmente tem funcionalidade cache (armazenamento temporário de memória mais rápida do que os discos magnéticos) e  funções avançadas como RAID (Redundant Array of Independent Disks) – tecnologia de virtualização que transforma múltiplos unidades de disco físicas em uma única unidade lógica, que permite diferentes níveis de confiabilidade, disponibilidade, desempenho,  capacidade e virtualização do armazenamento.

Um servidor de arquivos pode ser dedicado ou não-dedicado (em rede):

  • Um servidor dedicado é projetado especificamente para uso como servidor de arquivos, com estações de trabalho conectadas para ler e escrever arquivos e bancos de dados.
  • Um servidor não dedicado na Internet são frequentemente acessados por File Transfer Protocol (FTP) ou Hyper Text Transport Prococol (HTT).  Servidores em uma LAN são geralmente acessados por protocolos SMB / CIFS (Windows e Unix-like) ou  NFS (sistemas Unix-like).

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Sistemas de Armazenamento em Rede

Quais são os tipos de sistemas de armazenamento?

Quando você precisa de mais espaço de armazenamento no seu micro de trabalho, a opção mais comum é simplesmente comprar outro HD. Quando falamos em redes, entretanto, três siglas vêm à tona: NAS, DAS e SAN, acompanhadas geralmente por discussões sobre qual das três é mais adequada a determinada situação:

  • DAS – Direct Attached Storage. Significa armazenamento diretamente conectado ao equipamento que atende (seja servidor ou desktop). Tradicionalmente é o mais utilizado, já que um HD (hard disk) é um DAS. Trata-se de um serviço dedicado, sem concorrência de acesso ao disco. Vantagem: Baixo Custo. Facilidade de uso por estar embutido; Desvantagem: Desperdício de espaço de armazenamento pelo caráter dedicado e de não compartilhamento de recursos. É um ponto único de falha – se falhar, todos os equipamentos envolvidos no serviço serão afetados. A manutenção gera indisponibilidade do servidor.
  • NAS – Network Attached Storage. Significa armazenamento diretamente conectado à rede. Evolução do ambiente de armazenamento para pequenas e médias empresas, onde um servidor de arquivo e armazenamento é inserido na rede local como uma área comum de armazenamento, acessada de forma dedicada ou compartilhada. Permite o acesso em nível de arquivo. Torna obrigatório o uso de algum protocolo de acesso aos serviços – NFS (Network File System) e CIFS (Common Internet File System). Grande facilidade de implantação. Não é necessário um conhecimento extra – um conjunto de HDs ligados a um dispositivo de controle. O NAS tem alta escalabilidade e capacidade.
  • SAN – Storage Area Network. Significa rede de armazenamento. São redes voltadas para resolver as necessidades de altas capacidades de armazenamento para grandes empresas e datacenters. Prove acesso em nível de bloco (unidade lógica de armazenamento). Usa protocolos do tipo iSCSI e FCP (Fibre Channel Protocol). iSCSI é o protocolo SCSI (protocolo de armazenamento entre hostes e dispositivos de armazenamento) que roda na camada de aplicação do TCP/IP. O Fibre Channel, roda sobre uma rede especializada de fibra, com switches especializados. Existem ferramentas que permitem gerenciar o espaço em disco. Esse espaço físico é percebido pelo servidor como conectado diretamente a um disco, numa área de armazenamento. A segmentação da área lógica do storage permite virtualização e regras especializadas. Numa rede do tipo SAN devemos observar: alto custo, switches, cabeamentos e storages de alto desempenho. Exige especialistas. A montagem de uma SAN não é trivial.

Nenhum sistema de armazenamento é melhor do que outro á priori. Depende das necessidades de cada situação.

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Tecnologias de Acesso de Dados

Como funcionam as tecnologias de acesso em nível de arquivo x bloco?

Existem basicamente dois tipos de tecnologias de acesso de dados nos sistemas de armazenamento: acesso em “nível  arquivo” utilizado nos sistemas NAS  (Network Attached Storage) e o armazenamento em “nível bloco”, populares nos sistemas SAN (Storage Area Network).

Sistema de armazenamento em nível arquivo. É o mais comum que encontramos, já que é a tecnologia de acesso utilizada nos discos rígidos, sistemas NAS, servidores, etc. O disco de armazenamento é configurado e acessado com um protocolo específico (como NFS, etc). Frequentemente utilizado em ambiente de “grupos de trabalho” e processamento de texto e planilhas. O compartilhamento de dados é inerente à tecnologia e independente de onde os dados estejam. Não existe nenhum serviço envolvido além da manipulação direta pelo cliente de um arquivo inteiro. Permite backups empresariais e gerenciamento. O acesso aos dados se importa muito pouco, onde o armazenamento está e o quanto o cliente tem controle sobre os arquivos. O que se quer é a capacidade de acessar ou compartilhar esses arquivos a partir de vários locais. Veja as vantagens:

  • É utilizado na tecnologia NAS.
  • Simples de implementar e simples de usar.
  • Armazena arquivos e pastas visíveis tanto para os sistemas que armazenam os arquivos, quanto para os sistemas que os acessam.
  • Geralmente são baratos quando comparados aos sistemas de armazenamento em nível de bloco.
  • Podem ser configurados com protocolos de arquivos, como NTFS (Windows), NFS (Linux), etc.
  • São adequados para o armazenamento de arquivos em massa.
  • Os dispositivos podem lidar com operações como controle de acesso, integração com diretórios corporativos, etc.

Sistema de armazenamento em nível de bloco. Blocos ou volumes de armazenamento são criados e  podem ser controlados como um disco rígido individual. Cada volume bloco / armazenamento pode ser formatado individualmente. Os bancos de dados em datacenters são o maior exemplo de acesso de dados em nível de bloco. Quando um aplicativo na rede solicita informações, o pedido é processado por um servidor e os pedaços corretos de dados são retornados para o cliente. Apenas o servidor sabe onde os dados estão localizados dentro do subsistema de armazenamento. Devido ao fato do servidor ter que manipular os dados antes de enviá-los para o cliente, é preciso que ele esteja o “mais próximo” do servidor quanto possível. Neste caso, “mais próximo” tem mais a ver com o controle direto, do que distância. Veja as vantagens:

  • É utilizado nas tecnologias DAS e SAN.
  • Oferece um desempenho / velocidade melhor que os sistemas de armazenamento em nível de arquivo.
  • Cada volume bloco / armazenamento pode ser tratado como uma unidade de disco independente e são controlados pelo sistema operacional do servidor externo.
  • Cada volume bloco / armazenamento pode ser formatado com o sistema de arquivos exigidos pelo aplicativo (NFS / NTFS / SMB, etc).
  • São mais confiáveis, e com sistemas de transporte muito eficientes.
  • Pode ser usado para armazenar arquivos e também fornecer o armazenamento necessário para aplicações especiais, como bancos de dados, VMFS (Virtual Machine File Systems), etc.

SAN (storage area networks) e NAS (Network Attached Storage) são frequentemente apontadas como tecnologias competitivas, quando na verdade elas são bastante complementares.

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RAID – Redundant Array of Inexpensive Disks

Como a tecnologia RAID usa a virtualização e provê tolerância à falhas?

A tecnologia RAID – Redundant Array of Inexpensive Disk –  é uma tecnologia de virtualização usada para prover tolerância à falhas, num sistema de disco, pelo armazenamento de informação em vários discos. Se um disco falhar, dependendo do nível do RAID, os dados não serão perdidos. Veja um resumo dos níveis RAID:

  • RAID 0: melhora o desempenho via “striping” (segmentar o armazenamento em vários discos em sequência). Não tem segurança. Se qualquer um dos drives falhar os dados são perdidos.
  • RAID 1: os dados são “espelhados” via cópias do mesmo arquivo em dois ou mais drives, criando um backup em tempo real.
  • RAID 5: os dados são “ stripped” em 3 ou mais discos, junto com uma “informação de paridade” necessária para procedimento de recuperação de dados. Se um único drive falha o dado pode ser recuperado nos drives restantes. No entanto, se mais de um drive falhar, o dado será perdido.
  • RAID 6: os dados são distribuídos por 4 ou mais drives e utiliza um sistema de informações de paridade dupla para que os dados não sejam perdidos, mesmo se falharem duas unidades.
  • RAID 10: combina o RAID 0, que lista os dados em drives e RAID 1, que espelha o conteúdo da unidade. Exige um mínimo de quatro unidades para fornecer um sistema de armazenamento que pode suportar múltiplas falhas.

A tecnologia RAID não deve ser confundida com backup de dados. Embora alguns níveis de RAID fornecem redundância, os especialistas aconselham a utilização de um sistema de armazenamento separado para fins de backup e recuperação de desastres. A fim de criar um array RAID, é necessário um grupo de unidades de disco e  um hardware ou software de controle (que permite a transferência dos dados entre computador e dispositivo). O software RAID é executado diretamente no servidor, utilizando os recursos do servidor. Como resultado, alguns aplicativos podem ficar mais lentos. A maioria dos sistemas operacionais de servidor incluem  alguns recursos de gerenciamento de RAID. Usar um array RAID geralmente não é diferente do que usar qualquer outro tipo de armazenamento primário. A gestão RAID é tratada pelo controlador de hardware ou software e é geralmente invisível para o usuário final.

Observação. Storage Networking Industry Association estabeleceu a especificação RAID Common Data Format Disk (DDF), para promover a interoperabilidade entre os diferentes fornecedores de RAID, que define como os dados devem ser distribuídos entre os discos em um dispositivo RAID.

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DAS – Direct Attached Storage

Qual a utilidade do DAS – Direct Attached Storage?

O armazenamento direto foi a primeira arquitetura de armazenamento em rede e continua largamente utilizada até hoje. Como o nome sugere, é uma arquitetura na qual o dispositivo de armazenamento é diretamente conectado a um servidor. Pode incluir uma ou mais unidades de discos construídas dentro de um servidor e, com um HBA (adaptador de barramento de host) apropriado, pode ser configurado como uma matriz RAID (matriz redundante de discos baratos).

Economia. Uma das vantagens do DAS é seu baixo custo inicial.

Disponibilidade. Quando a necessidade de capacidade de armazenamento aumenta, o servidor tem que ser retirado de serviço para adicionar unidades extras. Com a arquitetura de armazenamento DAS, os clientes devem se conectar diretamente ao servidor que contém o armazenamento para poder acessar os dados. Se o servidor estiver em manutenção, em instalação de novo hardware, em aplicação de patches do sistema operacional, ou infectado com vírus, os clientes não serão capazes de acessar os dados compartilhados.

Escalabilidade. Expansão em dispositivos DAS geralmente requerem perícia de um profissional, que significa custos. Para ambientes com requisitos rigorosos de tempo, ou com necessidades de crescimento rápido de armazenamento, o DAS não será a escolha certa.

Desempenho. Além de servidor de arquivos, servidores muitas vezes são usados para executar aplicativos como e-mail, pacotes de contabilidade financeira e aplicações de banco de dados. Cada um desses aplicativos requer acesso em nível de bloco (a capacidade para acesso aos blocos de dados dentro de um arquivo, como um campo dentro de um banco de dados ou registro específico), ao invés de acesso em nível de arquivo (a capacidade de acessar arquivos de dados inteiro, como um arquivo de planilha ou de processamento de texto). O DAS é uma solução ideal para esses tipos de aplicações, que o sistema operacional do servidor fornece acesso em nível de bloco e arquivo. Entretanto, o desempenho pode se tornar uma questão quando o servidor roda  múltiplas aplicações em adição ao serviço de arquivo.

Público Alvo. Sistemas DAS podem ser indicados para pequenas empresas que estão rodando um ou poucos servidores. No entanto, quando o número de servidores aumenta, a complexidade de gerenciar vários servidores pode aumentar drasticamente e por conseguinte, aumentar os custos. Muitas PMEs começam com armazenamento interno ou de um único dispositivo de armazenamento diretamente conectado a um PC ou servidor, e depois evoluem para o armazenamento em rede. São dispositivos de discos rígidos portáteis, com USB e fáceis de usar. Basta ligá-los e começar a armazenar os dados. Chegam a terabytes de capacidade. Os principais fornecedores são Seagate, Western Digital, Sansung, Buffalo, Hitachi, Toshiba America Inc. Pequenas empresas tipicamente necessitam de mudar de DAS para NAS quando existe a necessidade de compartilhar dados em várias localidades, servidores ou PCs, acesso remoto para dados armazenados, ou implementar um ambiente de servidor virtualizado.

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NAS – Network Atacched Storage

O que é NAS?

NAS são dispositivos especializados e dedicados para servir arquivos em rede.

Um NAS é um aparelho completamente auto-contido com seu próprio sistema operacional, sistema de armazenamento e uma interface de gerenciamento. Ao invés de se conectar a um servidor diretamente através de um adaptador de barramento de host, o NAS simplesmente se conecta ao servidor através de uma rede Ethernet existente. A maioria dos produtos NAS são direcionados para pequenas e médias empresas e apresentam uma ou mais portas Gigabit Ethernet para assegurar altos níveis de desempenho. Uma das principais vantagens de uma solução de armazenamento NAS é a simplicidade de instalação. Muitos produtos NAS permitem que o pessoal não-TI, guiado por assistentes de configuração, adicione rapidamente o armazenamento para uma rede. Como outros dispositivos da rede, o NAS tem um endereço IP e a comunicação entre servidores e armazenamento é baseada no Transmission Control Protocol / Internet Protocol.

Suporte RAID. A tecnologia RAID – Redundant Array of Inexpensive Drivers” –  é normalmente usada para prover tolerância à falha. Num sistema de disco pelo armazenamento de informação em vários discos. Se um disco falhar, dependendo do nível do RAID, os dados não serão perdidos.

Protocolos  NFS (Network File System) e CIFS (Common Internet File System). Aplicativo cliente / servidor que permite gerenciar arquivos em um computador remoto como se estivesse no próprio computador do usuário. O sistema do usuário precisa ter um cliente NFS e o outro computador precisa do servidor NFS. Ambos exigem o TCP / IP instalado. São completamente compatíveis com clientes Windows, Mac, Linux e UNIX

Protocolo iSCSI. Hoje, muitos produtos NAS suportam iSCSI, um protocolo padrão baseado em IP usado para ligar dispositivos de armazenamento, que permite acesso em nível de bloco. No passado, produtos NAS forneciam apenas acesso em nível de arquivo, e eram usados principalmente para servir solicitações de cliente para arquivos como planilhas e documentos do word. Com a instalação do software chamado iniciador iSCSI, um servidor pode usar um destino de iSCSI como um dispositivo de armazenamento diretamente anexado. O servidor, ao invés de usar um adaptador de barramento de host SCSI, usa sua conexão Ethernet para se comunicar com o destino de armazenamento iSCSI. Assim, um NAS com iSCSI habilitado pode acessar em nível de bloco um servidor em um local físico diferente. Uma vez que iSCSI opera na infraestrutura de rede existente, não é necessário nenhum cabeamento especializado adicional, como no caso de uma SAN Fibre Channel (Storage Area Network que utiliza o protocolo Fibre Channel).

Suporte para Diretório Ativo. Muitos produtos NAS suportam “Diretório Ativo”. Isso permite que o NAS seja facilmente designado como um dispositivo de armazenamento para Diretórios Ativos.

Portas Gigabit Ethernet. Garantem que a conexão de rede não seja um gargalo de desempenho. Uma segunda porta pode ser usada para fornecer capacidade de rede adicional dentro e fora do NAS ou como um failover se a porta principal falhar.

Hot Swappable Hard Drives. Se um disco falhar ele pode ser removido sem desligar o sistema de armazenamento.

Replicação de dados. Pastas de um dispositivo NAS podem ser imediatamente e automaticamente copiadas para outros dispositivos na rede, proporcionando uma camada adicional de redundância de dados para garantir que nenhum dado seja perdido.

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NAS e suas aplicações

Eu preciso de um NAS? Quais são os problemas que o NAS  resolve para as empresas?

Antes de implementar o NAS precisamos considerar como ele será usado. O NAS é um sistema de armazenamento de propósito geral, mas não é a melhor opção para várias situações. O NAS provê acesso em nível de arquivo, o que torna uma boa escolha para o armazenamento de dados não estruturado. É uma boa opção para substituir um antigo servidor de arquivo. Mas, nem todos os dispositivos NAS suportam o uso de permissões NTFS (um sistema de arquivos  e “auto-cura” da Microsoft para os S.Os. Windows).

NAS é o Eco sistema. Para decidir se um dispositivo NAS é uma opção viável para armazenamento compartilhado , precisamos olhar as necessidades do software dos fornecedores e as capacidades do dispositivo NAS. Alguns dispositivos NAS suportam conectividade iSCSI. Se o seu dispositivo de armazenamento anexado à rede suporta iSCSI e o “produto de software” que você está usando não proíbe especificamente a utilização de NAS, então um sistema de armazenamento conectado à rede pode ser usado como um meio de armazenamento compartilhado.

NAS e clusters de failover. As tecnologias tais como NAS e SAN também podem ser usadas para armazenamento partilhado, que atribui múltiplos servidores para um dispositivo de armazenamento comum. Por exemplo, os “clusters de failover” (servidores que trabalham juntos para aumentar a disponibilidade de serviços e aplicativos)” geralmente usam a técnica de armazenamento de modo que todos os nós do cluster possam acessar os mesmos dados compartilhados. Por exemplo, os “clusters de failover”  da Microsoft pode chegar a 64 nós físicos e 8.000 máquinas virtuais.

NAS e máquinas virtuais. Aparentemente, esta pode ser uma boa ideia, porque os dispositivos NAS são geralmente de alta capacidade / baixo custo e podem ser configurados para fornecer tolerância a falhas. No entanto, dois fatores devem ser considerados antes de colocar VMs emNAS: 1) Desempenho – a conectividade de rede é muitas vezes um e pode causar problemas na execução das VMs e 2) Fornecedor de suporte – a Microsoft, por exemplo, permite armazenar uma máquina virtual Hyper-V em NAS, mas somente se o dispositivo NAS suporta SMB3.0.

NAS para destino de backup. Desde que o aplicativo de backup não exija armazenamento em nível de bloco.

NAS e desempenho de tráfego LAN. Outra consideração ao decidir implementar NAS é a saúde geral da rede. Se a rede está chegando ao ponto de saturação, pode não fazer sentido adicionar NAS até que as questões existentes sejam resolvidas. Além disso, alguns dispositivos NAS podem não suportar IPv6, o que poderia ser um problema para as organizações em transição do IPv4. O NAS pode não ser uma boa opção para o armazenamento de dados estruturados. Mesmo que não existam limitações físicas para armazenar um banco de dados no NAS, um dispositivo NAS pode não ser capaz de entregar o desempenho que um banco de dados necessita. Mesmo se equipado com discos rápidos, a conexão de rede será quase sempre um fator limitante. Devido às limitações de desempenho, muitos fornecedores de aplicativos não suportam NAS nas suas aplicações de bases de dados.

NAS e Escalabilidade. Dispositivos NAS possuem uma capacidade finita de armazenamento. Embora existam produtos para transformar coleções de dispositivos NAS em servidores de arquivos “escaláveis”, pode ser um processo complicado já que nem todos os equipamentos NAS suportam arquiteturas escaláveis.

NAS e Disponibilidade. Precisamos considerar as alternativas para proteger contra falhas de NAS. Presumivelmente, o backup do conteúdo do dispositivo é a primeira questão, (a menos que o dispositivo NAS seja a cópia de segurança), mas o que acontece se um “controlador de armazenamento” falhar? A menos que o aparelho tenha sido construído com redundância ou tiver replicado o conteúdo do dispositivo para um dispositivo secundário, tal falha pode causar uma grande perda de dados. Neste tipo de situação, restaurar o backup pode não ser uma opção porque a falha do controlador afeta o aparelho como um todo. Isso não quer dizer que você deve evitar a compra de um dispositivo NAS, mas você deve ter um plano de contingência no caso de o aparelho falhar. Tenha em mente que NAS não fornecer o mesmo nível de desempenho de uma SAN.

Até logo!

NAS x DAS

Quais são as vantagens do NAS versus DAS?

Motivo 1: Maior capacidade. O DAS tem capacidade limitada. Como o próprio nome indica, o DAS está diretamente ligado ao servidor que utiliza. Os discos podem residir dentro do servidor ou em um gabinete externo. Em ambas as situações, os discos são conectados diretamente ao controlador de armazenamento do servidor. O problema é que um servidor pode suportar diretamente apenas um número limitado de discos. Dispositivos NAS também têm um número máximo de discos que podem acomodar fisicamente. No entanto, pequenos aparelhos NAS suportam alguns discos e grandes aparelhos NAS  4U podem suportar dezenas.

Motivo 2: Arquitetura flexível (RAID, tiers). Equipamentos NAS tendem a proporcionar um maior número de opções de arquitetura de armazenamento. DAS pode ser configurado como uma matriz RAID, mas as arquiteturas de suporte estão limitados pelo número de discos ligados ao servidor e pelo sistema operacional do servidor (SO).

Motivo 3. Armazenamento Compartilhado. Uma das melhores razões para implementar NAS vs. DAS é que NAS é acessível a vários servidores. O DAS está diretamente ligado a um servidor e é considerado um recurso local a esse servidor. O armazenamento DAS pode ser compartilhado com os outros, mas apenas no nível do sistema operacional. Um administrador pode habilitar um compartilhamento de arquivos que permite que outros aparelhos para se conectar ao servidor e acessar uma parte do seu armazenamento.

Motivo 4: Mais fácil de configurar. Embora um pouco contra intuitivo, O NAS tende a ser mais fácil de configurar do que o DAS. Fornecedores de NAS costumam estabelecer procedimentos de  configuração inicial em apenas alguns passos. Pelo fato do DAS estar diretamente ligado a um servidor, um administrador precisa saber como conectar o hardware de armazenamento e estar familiarizado com a forma como o sistema operacional do servidor provê o armazenamento.

Razão 5: Redundância. NAS sãos construídos propositadamente para suportar um alto grau de redundância (especialmente nos modelos mais sofisticados). É relativamente comum que dispositivos NAS suportem o uso de discos extras e adaptadores de rede que possam ser “hot stand by”. Alguns dispositivos NAS ainda têm uma fonte de alimentação redundante. Muitos dispositivos NAS também têm um mecanismo de replicação “built-in” que permite que o conteúdo do dispositivo NAS possa ser replicados para um dispositivo  NAS secundário para proteger contra uma falha de a dispositivo.

É teoricamente possível atingir níveis semelhantes de redundância usando DAS, mas geralmente requer um conhecimento avançado do sistema operacional do servidor e o hardware de armazenamento subjacente.

Até logo!

SAN – Storage Area Network

Quais são os dois tipos de SAN?

Fibre Channel. A tecnologia Fibre Channel tem suas origens nos anos 80 e foi um padrão ratificado em 1994. É um mecanismo de transporte utilizado para transmitir comandos SCSI (Small Computer System Interface – um conjunto de padrões entre computador e periféricos) entre um host e um dispositivo de armazenamento. O armazenamento em SAN Fibre Channel ganhou popularidade com a explosão da web. Na época, era realmente a única maneira viável para um datacenter cheio de computadores acessar um armazenamento centralizado.Uma SAN Fibre Channel necessita de uma rede de armazenamento de fibra ótica dedicada com switches de rede e dispositivos de armazenamento específicos e com servidores com placas Host Bus Adapter (HBA) instaladas. Desde seu início, SANs Fibre Channel são consideradas caras e complexas.

iSCSI. Em 2003, a Internet Engineering Task Force (IETF) ratificou o iSCSI e permitiu que comandos de armazenamento SCSI fossem encaminhados através de uma rede IP convencional em vez de Fibre Channel, sem necessidade de interfaces adicionais. O objetivo é reduzir o custo do armazenamento centralizado através da consolidação das redes de armazenamento IP. O iSCSI comumente conecta servidores pequenos para armazenamento de dados, mas está em franca evolução, grandes empresas de armazenamento, Incluindo EMC, IBM e NetApp oferecem iSCSI como opção de conectividade.

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NAS x SAN

Quais são as principais diferenças entre SANs FC e iSCSI?

Segurança e Confiabilidade. As SANs Fibre Channel são mais confiáveis do que SANs iSCSI. Redes Fibre Channel são redes relativamente pequenas e isoladas, quando comparadas às redes TCP / IP. Esse isolamento significa que os riscos de segurança, erros induzidos pelo homem e falhas de hardware, que podem flagelar redes IP, não impactam o tráfego Fibre Channel SAN.

Desempenho. Misturando o tráfego IP com o tráfego de armazenamento pode significar que o tráfego de armazenamento de missão crítica seja encaminhado ajunto com tráfego espúrio. A implementação iSCSI SAN pode ser severamente degradada se não operada numa rede dedicada ou subrede (LAN ou VLAN). O FCP (File Channel Protocol) oferece quadros de comprimento fixo, na ordem enviada e com verificação robusta de de erros. O iSCSI, por outro lado, roda no TCP / IP, projetado para tolerar redes não confiáveis. O TCP é um protocolo de fluxo de bytes que requer uma sobrecarga de processamento significativa para remontar pedidos de dados fora de ordem e verificar sua integridade. Outra questão é a velocidade da rede local. O Ethernet há muito tempo tem apenas 1 GbE como uma opção adequada para a conexão iSCSI e, recentemente, 10 Gb Ethernet. No entanto, esta tecnologia é nova e cara, anulando muitos dos benefícios que o “iSCSI mais barato” fornece.

Escalabilidade. Fibre Channel tem várias opções de conectividade que incluem 1 Gbps, 2 Gbps, 4 Gbps e 8 Gbps. Exige HBAs (Host Bus Adapter) nos hosts para se conectarem à SAN.  O HBA iSCSI pode ser implementado com drivers de software usando o hardware do NIC (Network Interface Carda) ou o padrão HBA iSCSI. Ambas não são muito mais baratas do que os HBAs Fibre Channel.

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Armazenamento na Nuvem

Quais são a necessidades que o armazenamento na nuvem resolve?

Armazenamento em nuvem serve a vários propósitos. Pode atuar como um disco rígido externo baseado na Web, convenientemente sem o hardware; uma fonte de backup de dados para recuperação de desastres; uma plataforma de compartilhamento de arquivos para colaboração e uma ferramenta de produtividade para acessar arquivos, a qualquer momento, em qualquer lugar, a partir de qualquer dispositivo.

Amazon S3. O Amazon Simple Storage Service (Amazon S3) é um serviço IaaS, da Amazon, endereçado para desenvolvedores e equipes de TI, provê armazenamento de objetos, segurança, escalabilidade e durabilidade. É fácil de usar, via uma interface de serviço Web simples para armazenar e recuperar volumes de dados de qualquer parte da Web. Paga-se apenas pelo armazenamento realmente utilizado. Não há taxa mínima nem custo de configuração. Oferece categorias de armazenamento criadas para frequência de usos  diferentes e políticas configuráveis para gerenciar o ciclo de vida dos dados, com migrações automáticas para a categoria de armazenamento mais adequada, sem alteração das aplicações. Pode ser usado independentemente ou integrado com outros serviços da AWS (Amazon EC2 e outros), como também com sistemas de armazenamento e gateways de terceiros. A estratégia da Amazon é prover o melhor em termos de gestão na nuvem e reduzir os custos de datacenter, via a terceirização dos recursos necessários para o desenvolvimento e teste de aplicações. As aplicações mais frequentes são: aplicações em nuvem, distribuição de conteúdo, backup e arquivamento, recuperação de desastres e análises de big data.

Azure. Oferece virtualização na nuvem baseada em Linux e Windows, para se adaptar a ambientes de computação heterogêneos. Isto permite posicionar o Azure como oferta IaaS. Provê armazenamento de objeto, ideal para o desenvolvimento e teste de aplicativos na nuvem. É atrativo para as empresas que já estão fortemente envolvidas com soluções e tecnologias da Microsoft em seus datacenters e funciona como uma extensão natural para a nuvem pública. Oferece um conjunto abrangente de SLAs na nuvem e uma rede de 19 centros de dados ao redor do mundo. Em 2012, a Microsoft adquiriu a StorSimple, um fornecedor de gateway de nuvem. Isto habilitou o Azure a estender o armazenamento e gestão para nuvens híbridas, com  gestão do armazenamento dentro e fora do datacenter  – um ponto nevrálgico para  muitas empresas  – o que e aumenta a capacidade do Azure e sua proposta de valor.

Google Cloud Storage. É uma estrutura IaaS. Trabalha em conjunto com o Google App Engine, que é uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos, o Google Compute Engine, que fornece máquinas virtuais, e BigQuery, que é uma ferramenta de análise de bigdata. O Google Cloud oferece 3 opções simples: armazenamento padrão e outras duas opções de acesso mais rápido. O Google Cloud Storage é principalmente endereçado para o usuário final e áreas administrativas das empresas. As aplicações mais frequentes são: armazenamento de documentos e gerenciamento de projetos e colaboração.

Observação. O “armazenamento de objeto” difere dos sistemas SAN ou NAS. O que é mais perceptível para os administradores de armazenamento é que LUNs (Logical Units) e volumes e RAID estão ausentes. Os objetos de dados são armazenados em “containers” de tamanho variável em vez de blocos fixos. Considerando que os metadados e os dados são acessados ??em conjunto nos métodos tradicionais de acesso a dados, o armazenamento de objetos permite que os dados em si sejam acessados diretamente. Além disso, a segurança pode ser aplicada por objeto ou por comando.

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Serviços de Armazenamento na Nuvem

Como são comercializados os serviços de armazenamento e compartilhamento de arquivos na nuvem?

Muitos funcionários móveis armazenam documentos de trabalho sensíveis em serviços de cloud pessoais, criando problemas de segurança de dados para empresas. Para evitar isso, a gestão de TI pode fornecer acesso a versões corporativas de serviços de compartilhamento de arquivos em nuvem e armazenamento. Muitos funcionários trabalham remotamente ou viajam com frequência e precisam de acesso a arquivos a partir de qualquer dispositivo. Querem ser capazes de usar seus dispositivos portáteis para visualizar e editar documentos, de forma segura com outros usuários e sincronizar arquivos entre vários dispositivos. Como resultado do aumento da demanda de trabalhadores móveis e serviços para melhorar a segurança e controle de acesso aos dados corporativos, provedores têm expandido as linhas de produtos para entregar compartilhamento de arquivos e serviços de armazenamento de nível empresarial na nuvem. Muitos destes serviços de compartilhamento de arquivos oferecem recursos básicos, tais como armazenamento, sincronização com funcionalidades de segurança para dispositivos móveis e desktops.

Veja a seguir alguns exemplos de grandes fornecedores e serviços …

Fornecedor Características Segurança Espaço de armazenamento Preços
Box Versões Negócios, Enterprise; sincronização segura móvel, sincronização de desktop; Plataforma de integração OneCloud Negócio: bloqueio de arquivos, auto expiração, permissões granulares; Empresa: regras de administração customizadas, relatórios de segurança 1 TB, mínimo de três usuário Negócios: US $ 15 por usuário por mês, mínimo três usuários; Empresa: Preço disponível mediante solicitação
Citrix ShareFile Número ilimitado de usuários do cliente, suporte por telefone / e-mail, plug-in Outlook, sincronização desktop, sincronização empresa Criptografia na transferência e armazenamento, até 256 bits de criptografia SSL / TLS; permissões granulares de pasta 20 GB para contas com mais de 20 funcionários Corporativo: $ 99,95 por mês; Empresa: Preço disponível mediante solicitação
drive2Go Número ilimitado de usuários, aplicativos móveis, restauração de arquivos deletados arquivos apagados, auditoria atividade Armazenamento criptografado em nuvem e links de compartilhamento de arquivos Ilimitado por mês, limite de 5 GB de tamanho de upload de arquivos US $ 15 por usuário por mês
Dropbox for Business Sincronização e compartilhamento. Recuperação  ilimitada de arquivos e histórico de versão; rastreamento de logins, dispositivos e localizações AES 256-bit e encriptação SSL; verificação em duas etapas, senhas móveis, impede o compartilhamento de arquivos fora da equipe Ilimitado $ 795 por ano para cinco usuários, US $ 125 por ano para cada usuário adicional
Google Drive Compartilhamento de documentos, colaboração, extensão aplicação; sincronização automática de arquivos Sessões criptografadas SSL / TLS; servidores de nuvem SSAE 16, ISAE 3402- auditados 15 GB de espaço livre Gratuito   para primeiro 15 GB, planos de preços variados para adições de 100 GB a 16 TB.
Microsoft SkyDrive Pro Funciona com o Office 365, usuários do SharePoint; trabalhadores podem compartilhar e colaborar em documentos Controle administrativo por TI, pode gerenciar e controlar bibliotecas SkyDrive Pro 25 GB por usuário Disponível através do SharePoint Online no Office 365  ou no local de instalação do SharePoint Server 2013

Fonte: Techtarget.com

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