Rede – Sdn

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SDN – Perguntas e Respostas

Quais são as principais perguntas sobre SDN ?

SDN é uma nova tecnologia e abordagem de rede que permite configurar, controlar e operar redes de forma dinâmica, via interfaces abertas, com capacidade de se adaptar à cargas de trabalho elásticas, como os datacenters (centros de dados) modernos, para suportar serviços de Cloud Computing.

Vamos transformar em perguntas e respostas, para nos ajudar a definir o escopo e “dividir para conquistar”:

  1. O que é SDN – rede definida por software?
  2. Quais os problemas que a SDN resolve para empresas de médio e grande porte?
  3. Quais são os benefícios potenciais da tecnologia SDN?
  4. Qual a relação entre SDN  e BYOD?
  5. Qual a relação entre BYOD, MDM e SDN?
  6. Qual o ganho de escala e economia advinda da estrutura multilocação (multitenant) das redes SDNs?
  7. Qual a razão de separar o plano de controle do plano de dados na abordagem SDN?
  8. O que significa inteligência de rede?
  9. Como o SDN implementa a gerência dinâmica de rede?
  10. O que significa NaaS?
  11. Qual a função do controlador SDN?
  12. Como funciona a inteligência de rede e encaminhamento de tráfego nas SDNs?
  13. Qual a desvantagem do MPLS para suportar cloud computing?
  14. Qual a razão do crescimento das SD-WAN?
  15. A emergência das SD-WAN significa o fim das conexões MPLS?
  16. Qual o impacto do SD-WAN na rede corporativa MPLS e no tráfego alternativo via internet?
  17. Quais são os provedores de serviços SD-WAN?
  18. Qual a diferença entre WAN híbrida e SD-WAN?
  19. Como migrar para SDN com sucesso?
  20. Como otimizar a conectividade de datacenters via SDN?

Vários “saltos qualitativos” e quebras de paradigmas são esperados com a nova geração de redes nas seguintes áreas: Disponibilidade, Risco,  Custo de Integração, Elasticidade, Desempenho, Segurança, Time to Marketing, Retorno do Investimento.

Veja as respostas das perguntas na sequência …

 

Até logo!

 

SDN – Software Defined Network

O que é SDN – rede definida por software?

Software Defined Networking (SDN) é uma nova abordagem de rede, que permite aos administradores de rede conceber, configurar, controlar e operar redes, via interfaces abertas e com abstração de funcionalidades de nível superior. Ou seja, o cliente simplesmente especifica o aplicativo, as prioridades de negócios e requisitos de nível de serviço, numa interface de alto nível.

A rede é controlada dinamicamente e tem a capacidade de se adaptar ao tráfego de ambientes informáticos que exigem processamento e armazenamento elásticos, como os datacenters (centros de dados) modernos.

A Open Networking Foundation (ONF) é o grupo mais relacionado com o desenvolvimento do SDN. De acordo com esse grupo, SDN é uma arquitetura emergente, dinâmica, gerenciável centralizadamente, econômica e adaptável, ideal para aplicações que demandam altas larguras de banda – a tendência dos dias atuais.

SDN tem como conceito fundamental separar o plano de controle da rede (inteligência) do plano de encaminhamento do pacote e ser diretamente programável. O protocolo OpenFlow é um componente fundamental para desenvolver soluções SDN e fazer essa separação.

Economia. Uma WAN tradicional tipicamente roda com uma taxa de utilização entre 60% a 65%. A proposta da arquitetura SDN é elevar essa taxa de utilização para 95% ou em outras palavras, cortar em 50% o custo de rede.

Ciclo de Vida – SDN ainda está em introdução no mercado. Existem duas tendências de implementação: Overlay e Underlay. A segunda atualmente parece ser a mais provável. O OpenDaylight community definiu a primeira versão de software chamado Hydrogen e uma segunda chamada Helium, para o “controlador SDN”, para acelerar a adoção da arquitetura SDN.

Utilidade – Melhor utilização dos recursos de rede via engenharia de tráfego com uma visão fim a fim da rede. O foco primário mais provável de desenvolvimento de SDN é para datacenters e, em segundo plano, em WANs para conexão de datacenters.

Inibidores – imaturidade da tecnologia e produtos e dificuldades de calcular o ROI – Retorno do Investimento (Benefícios x Custos x Riscos).

Implicações Operacionais –  A segurança é um fator de destaque. O SDN tanto habilita novas funcionalidades de segurança como também é um fator de preocupação quanto às vulnerabilidades.

Até logo!

SDN – Benefícios potenciais

Quais os problemas que a SDN resolve para empresas de médio e grande porte?

 As principais necessidades e soluções são listadas abaixo:

  •  Disponibilidade: eliminar o single point of failure (SPOF) do datacenter, ou seja, que não exista nenhum ponto de falha que interrompa o funcionamento do sistema como um todo.
  • Risco: Reduzir ou eliminar a possibilidade de que um problema na operação de um datacenter impacte a operação do negócio como um todo.
  •  Custo de Integração: Implementar uma WAN híbrida onde o tráfego flua por WANs de diferentes tecnologias para reduzir custos.
  • Elasticidade: melhorar o desempenho e uso dos recursos de rede sob demanda, no nível de aplicação, para prover capacidade justa e sem desperdícios.
  • Desempenho: garantir os recursos e capacidades necessárias e suficientes para o funcionamento das aplicações críticas de negócio.
  • Segurança: manter segregação de tráfego entre unidades de negócio. Isolar tráfegos. Prover QoS diferentes para garantir a “conformidade de tráfegos”.
  • “Time to Marketing”: criar, desenvolver, implantar e lançar serviços mais rápido.
  • Retorno do Investimento: reduzir as despesas e aumentar a eficiência global para um melhor retorno do investimento.

Essas questões podem ser usadas como um check list para avaliar a oportunidade e atratividade de uma solução SDN para uma empresa específica.

Até logo!

 

SDN – Aplicações e Benefícios

Quais são os benefícios potenciais da tecnologia SDN?

O objetivo da tecnologia SDN é habilitar o provisionamento e gerenciamento dos recursos de rede em tempo real e transformar a rede empresarial num recurso estratégico, com redução de custos através da redução do tempo gasto em tarefas manuais. Veja os principais benefícios potenciais:

  • Provisionamento automático simplificado, via portal e/ou API, para que as políticas da empresa sejam automaticamente convertidas em configurações WAN com tabelas de encaminhamento simples, em vez de roteamentos complicados. Detectar, alterar e atualizar a topologia de rede para que a computação de caminhos seja otimizada.
  • Atribuição dinâmica de capacidade para alocar largura de banda da aplicação por demanda. para diferentes horários ou replicação de programas fora do expediente, para registros críticos de bilhetagem de tráfego, e assim por diante.
  • Flexibilidade para mudanças de topologia em tempo real atreladas a mudanças de comportamentos de rede e prover maior capacidade para pontos de gargalo e congestionamento.
  • Segurança para controlar o acesso aos recursos de rede. Se um recurso de rede, tráfego originado de usuário ou aplicação não são conhecidos, nenhum tráfego é permitido, seja de entrada ou saída.
  • Visibilidade em diferentes visões, desde os gerentes de TI ao CIO, para avaliar se o comportamento real está alinhado com o comportamento esperado, principalmente para as aplicações críticas de negócio.

Até logo

 

SDN – BYOD

Qual a relação entre SDN  e BYOD?

A migração de uma arquitetura tradicional cliente servidor para cloud computing está atrelada e motivada por mudanças de valores e prioridades em termos de flexibilidade para negócios e usuários.

Os usuários ao invés de ficarem dependentes das estações do ambiente de trabalho, podem acessar os dados da empresa através de seus dispositivos, laptops e smartphones.

Esta nova abordagem exige novas formas de definir e gerenciar a rede, proteger os dados da empresa e reforçar as políticas de segurança, de forma “quase transparente” para o usuário. A tecnologia SDN possibilita isso.

Até logo!

BYOD – Bring Your Own Device

Qual a relação entre BYOD, MDM e SDN?

BYOD – Bring Your Own Device (ou traga seu próprio dispositivo) responde à política de permitir que os funcionários tragam dispositivos pessoais (laptops , tablets e telefones inteligentes) para o local de trabalho e usar esses dispositivos para acessar informações e aplicativos de empresas.

A proliferação de dispositivos como tablets e smartphones, que agora são utilizados por muitas pessoas em suas vidas diárias, levou a uma série de empresas renomadas a permitir que os funcionários usem seus próprios dispositivos, devido a ganhos de produtividade e economia de custos.

A oportunidade de BYOD é maior que a oportunidade de MDM: nem todos dispositivos de uma empresa precisam ser gerenciados por uma plataforma MDM; fornecedores de serviços básicos ou avançados de segurança e relatórios para diversos modelos de dispositivos móveis também vão participar do mercado de mobilidade empresarial.

 

 

Quando uma organização adota BYOD, isto significa também abrir a rede para um grande número de dispositivos desconhecidos. Isso impacta o ambiente tradicional de TI das empresas. Não é apenas um laptop ou desktop por funcionário. É também o telefone celular que se conecta à rede corporativa, e assim por diante. Essa multiplicidade de dispositivos aumenta a probabilidade de ataques de hackers, malwares, vírus. Muitas brechas aparecem que aumentam a probabilidade de causar violações de privacidade e conformidade que expõem a organização ao órgãos reguladores e ao público.

As soluções de Gestão de Dispositivos Móveis (MDM) e Enterprise Mobile Management (EMM) fortalecem a segurança BYOD, e SDN pode fortalecer ainda mais, graças à sua ênfase em políticas, automação e modelagem de tráfego.

SDN permite a aplicação de políticas de segurança e privilégios de acesso e acompanhar um usuário de dispositivo para dispositivo, por exemplo, permitindo uma execução consistente, independentemente dos pontos de conexão do usuário à rede.

Além disso, o controle de uso da largura de banda pode ser definido por  usuários, aplicativos, tipos de dados ou mesmo dispositivos. Além de tornar os downloads grandes de arquivos sensíveis mais difíceis de serem realizados e mais fáceis de detectar.

Graças ao conflito entre os requisitos de conformidade regulamentar cada vez mais rigorosos e o desejo das empresas de reduzir os custos e melhorar a produtividade através do BYOD, o mercado de segurança BYOD tornou-se grande e próspero.

Até logo! 

SDN – Multitenant e Ganho de Escala

Qual o ganho de escala e economia advinda da estrutura multilocação das redes SDNs?

Gerenciar Multi‐Tenants ou multilocação permite que uma única instância de um aplicativo de software seja executada num servidor, enquanto vários inquilinos (grupos de usuários) compartilham essa instância do aplicativo. No entanto, cada inquilino tem uma parte dedicada da instância do aplicativo, para que cada um deles tenha acesso aos dados e funcionalidades do aplicativo, de forma isolada e segura.

Multilocação geralmente resulta em economias de custo bastante significativos, porque ao contrário de executar várias instâncias do aplicativo, aplicativos multi‐tenant compartilham recursos como memória e processadores. Além disso, multilocação tende a reduzir custos de licenciamento, porque menos instâncias do aplicativo são necessárias para servir um grande número de usuários de software inferior.

Multilocação é, em muitos aspectos, o equivalente moderno do “timing sharing” ou compartilhamento de tempo que muitas vezes foi usado nos primórdios dos computadores mainframes.

Aplicativos Multi‐tenant são fornecidos frequentemente com o uso de virtualização, que é um dos elementos-chave da SDN – software defined network.

Até logo!

SDN – Plano de Controle e Plano de Dados

Qual a razão de separar o plano de controle do plano de dados na abordagem SDN?

Um dos fundamentos das redes definidas por software é separar o plano de controle de plano de dados.

  • O Plano de controle toma decisões para onde o tráfego de rede é enviado.
  • O Plano de dados é aquele que realmente encaminha o tráfego para o destino.

É comum nominar o plano de controle como de sinalização e o plano de dados como plano de encaminhamento.

Separar o plano de controle do plano de dados, permite que a arquitetura SDN seja:

  • Programável: o controle da rede pode ser editado programaticamente ao invés de operações manuais.
  • Centralizada: ou controlável. Técnicos já não precisam mais manipular cada equipamento para entender como a rede funciona e gerenciar. A rede é gerenciada num ponto central.
  • Ágil: facilidade de uma rede atender as mudanças de tráfego automaticamente.

A maioria das implementações de SDN seguem uma abordagem de padrões abertos, não atrelada aos produtos de um único fornecedor. Um padrão que é usado frequentemente é OpenFlow, um protocolo que permite a comunicação entre o plano de controle e o plano de dados da rede.

Até logo!

SDN – Inteligência da rede

O que significa inteligência de rede?

Um dispositivo SDN divide o plano de dados da inteligência da rede, que pode ser segmentada nas seguintes funções:

  • Descoberta de topologia de rede: a capacidade para um controlador efetivamente compreender a topologia da rede existente.
  • Regras e Políticas: um conjunto de regras baseadas em políticas de negócios para determinar qual a rota de tráfego deve seguir.
  • Computação do caminho: um motor em tempo real que aplica as regras na topologia de rede e determina o melhor caminho possível para os pacotes.

Essa inteligência de computação do caminho é o que faz as alterações na rede com base nas necessidades de um pacote específico ou um fluxo IP.

 Abstração. O objetivo no SDN é que o cliente simplesmente especifique o aplicativo, as prioridades de negócios e requisitos de nível de serviço, numa interface de alto nível. Uma solução SDN deve ter a inteligência de traduzir essas informações em entradas/parâmetros para realizar a computação do caminho e selecionar o melhor caminho na WAN.

 Até logo!

SDN – Gerência dinâmica

SDN e gerência dinâmica de recursos de rede

As demandas para maior flexibilidade e acesso fizeram as redes crescerem em tamanho e complexidade para gerenciar e manter. O resultado é que mais recursos são necessários para lidar com processos de provisionamento, configuração e remediação.

Esses processos operacionais dificultam o crescimento da rede, já que exige contato manual para configurar cada dispositivo. A maneira tradicional não é dinâmica o suficiente para acompanhar as novas exigências.

Uma rede definida por software quebra esses paradigmas. Permite:

  • Gerenciar em tempo real as mudanças nos requisitos de recursos de rede.
  • Priorizar o tráfego das aplicações tanto para condições de trabalho normais e não normais.
  • Alocar dinamicamente o uso da banda para maximizar a utilização de rede e reduzir os custos de propriedade de rede.

 Até logo!

SDN – NaaS – Network as a Service

O que significa NaaS?

A migração para Cloud não é um processo simples. Envolve pesquisa, selecionar a aplicação a ser migrada, determinar a opção de cloud preferida, identificar fornecedores, propor um plano de projeto e compromisso com a implementação. Isto representa muitas tarefas e não são todas!

Se as aplicações e dados são migradas para um datacenter remoto, isso implica que o fluxo de dados muda e que será necessário uma avaliação da rede de longa distância (WAN – Wide Área Network), para contribuir com o sucesso da migração para cloud computing.

SDN é um novo caminho de automatizar os serviços de rede. De forma eficiente e escalável. É uma oportunidade para provedores de serviços oferecerem Network as a Service (NaaS), serviços de rede virtual, via Internet com pagamento pelo uso ou mensal.

Até logo!

SDN – Controller

Qual o papel do controlador SDN?

O controlador é o núcleo de uma rede SDN, com dispositivos de rede em uma extremidade e aplicativos na outra extremidade. Qualquer comunicação entre aplicativos e dispositivos deve passar pelo controlador. O controlador usa protocolos como OpenFlow para configurar dispositivos de rede e escolher o melhor caminho de rede para o tráfego de aplicativos.

O controlador SDN pode ser visto  como uma espécie de sistema operacional para a rede.

Ao separar o plano de controle do hardware da rede e executá-lo como software , o controlador cria uma nova camada de gerenciamento automatizado de rede e facilita a integração e administração de aplicativos de negócios.

Os fornecedores de controladores SDN incluem Big Switch Networks, HP, IBM , VMWare, Juniper, dentre outros.

Até logo!

SDN – Funcionamento

Como funciona a inteligência de rede e encaminhamento de tráfego nas SDNs?

  • As bordas identificam o fluxo de dados pelo aplicativo que o gerou.
  • As bordas dependem do conjunto de políticas fornecidas pelo controlador central para determinar os requisitos de transferência e QoS do fluxo.
  • As bordas monitoram constantemente o desempenho do link e direcionam cada fluxo de dados para o link, exibindo o nível de serviço apropriado para esse fluxo. Como resultado, um fluxo de dados não é atribuído a um link específico, nem permanece necessariamente em uma única conexão até a conclusão.
  • As decisões de encaminhamento são feitas pacotes por pacote.
  • As políticas especificadas pelo cliente classificam os aplicativos por ordem de prioridade, além de definir os requisitos de QoS.
  • Durante períodos em que o desempenho disponível em todos os links não é adequado para suportar o desempenho total do aplicativo, as funções de borda podem diminuir a velocidade ou finalizar o tráfego de baixa prioridade para assegurar um desempenho adequado para aplicativos de alta prioridade.
  • A segurança é outro problema crítico. Para tal, os serviços de borda são cuidadosamente autenticados quando instalados, para impedir infiltrações na rede. Todos os dados corporativos são criptografados e os links são segmentados, de modo que os dados empresariais são isolados de fontes como o acesso à internet do cliente. O tráfego empresarial, como a informação pessoal, também pode ser isolado de outros tráfegos.

Até logo!

SDN – MPLS

Qual a desvantagem do MPLS para suportar cloud computing?

Nos últimos 15 anos, a solução padrão WAN tem sido Multi‐Protocol Label Switching (MPLS) devido a diferenciação de QoS. Com a introdução de cloud computing, o MPLS tem apresentado algumas limitações. A desvantagem mais notável é a falta de capacidade dinâmica para provisionamento e configuração.

Para compensar isso, WANs MPLS são algumas vezes superdimensionadas. Esse superdimensionamento, dependendo da operadora, localização, largura de banda e classe de serviço (CoS), pode custar caro.

Uma solução alternativa é usar acesso direto à Internet via cabo, xDSL, ou LTE – Long Term Evolution. É uma solução mais barata, mas sem confiabilidade garantida, já que o desempenho depende de vários componentes como a qualidade do provedor, localização da empresa ou até horários do dia.

Uma nova alternativa é aplicar uma solução de rede definida por software para a rede de intercâmbio com a nuvem, com alocação dinâmica de largura de banda e priorização dos pacotes, para eliminar o superdimensionamento e também permitir tirar proveito de alternativas de baixo custo, para aplicativos tolerantes a perda de pacotes ou atrasos.

Até logo!

SD-WAN e Motivadores

Qual a razão do crescimento das SD-WAN?

SD-WAN significa “uma rede WAN definida por software”, que separa o hardware de rede do mecanismo de controle (software). É uma técnica de virtualização, semelhante àquelas utilizadas nos datacenters.

A transformação digital (conhecida como DX), ou uso de tecnologias de nova geração, como Cloud, Big Data e analytics, mobilidade e redes sociais são os principais fatores apontados para o crescimento das SD-WANs.

O crescimento da SD-WAN está relacionado com o aumento contínuo de SaaS – software as a service – e reduz a importância da conectividade WAN baseada em MPLS, para os sites da rede.

Uma aplicação chave de uma SD-WAN é permitir que as empresas criem WANs de alto desempenho usando o acesso à internet de menor custo, permitindo que as empresas substituam parcial ou totalmente tecnologias de conexão WAN privadas mais caras, como o MPLS .

A maior singularidade da SD-WAN está na “conectividade dinâmica”, ou seja, prover uma arquitetura de rede distribuída cujos caminhos de rede são centralizadamente e dinamicamente controlados por políticas.

A adoção da SD-WAN deverá impulsionar a adoção e uso da arquitetura SDN em toda a empresa, além das fronteiras da WAN.

A grande impulsionadora dessa mudança é a tecnologia cloud computing: as WANs tradicionais não foram arquitetadas para a nuvem e também carecem de requisitos de segurança para aplicativos distribuídos baseados em nuvem.

Até logo!

SD-WAN e MPLS

SD-WAN significa o fim das conexões MPLS?

Muitas organizações optam por manter suas conexões MPLS, mesmo após a implantação de SD-WAN.

As empresas são principalmente atraídas para SD-WAN por duas promessas: primeiro, a SD-WAN permite oferecer uma WAN mais confiável, resiliente e de alto desempenho; e, segundo, a SD-WAN promete uma WAN menos dispendiosa – pelo menos em termos de custo por megabits por segundo.

Isso significa que as empresas vão abandonar suas conexões MPLS? Não!

Muitas empresas começam implantações de SD-WAN nos locais de WAN mais problemáticos: sites com a maior qualidade de conectividade e/ou com demandas rápidas de crescimento. O objetivo é gerenciar o link de rede primária existente, que geralmente é uma conexão MPLS e link secundário, via internet.

Essas empresas buscam grandes reduções de interrupções do serviço e no tempo de resolução de problemas da WAN. Ou seja, redução de perdas de receita e de custos operacionais.

Até logo!

SD-WAN – Tráfego Internet

Qual o impacto do SD-WAN na rede corporativa MPLS e no tráfego alternativo via internet?

IP VPNs MPLS  tem sido a tecnologia WAN mais utilizada para as empresas O advento do SD-WAN significa rever o roteamento MPLS.

  • IP VPNs fornecem um desempenho confiável, com garantias de QoS. Mas, são consideradas caras e demoradas para instalar.
  • A solução MPLS raramente experimenta desaceleração, mas ela ocorre;
  • O acesso a Internet é bem mais barato e implantação mais rápida. O preço por megabit pode ser muito menor que o roteamento MPLS (da ordem de dezena a centena de vezes).
  • As ligações via Internet não oferecem garantias de throughput (vazão) e QoS – pelo fato  de compartilhar os mesmos links de outros tráfegos não corporativos, como transferências de filmes, transmissão de vídeo e upload de fotos de férias
  • Apesar da falta de garantias, os clientes SD-WAN descobriram que a combinação de múltiplas conexões via Internet ou LTE, ao lado de um link MPLS, pode produzir um QoS adequado, a um custo muito menor, do que simplesmente aumentar a capacidade do MPLS.
  • Os clientes reconhecem que o desempenho da conexão internet pode variar e geralmente instalam dois ou mais links, cada um conectado a um provedor de serviços diferente. Por exemplo, o desempenho LTE pode variar muito.
  • A experiência mostra que durante um período em que uma conexão desacelera, outra geralmente exibe bom desempenho. Os períodos quando todas as conexões são lentas são relativamente raros. Isso motiva a multiplicidade.

Alguns dados de pesquisa realizadas em 2016/2017  apontam 3 tipos de situações:

  • Empresas que dizem que não farão mudanças em suas implantações MPLS como resultado de camadas em SD-WAN. O MPLS continua como a espinha dorsal da WAN de missão crítica, mas é melhorado e expandido pela SD-WAN (20%)
  • Empresas que dizem que limitaram os gastos com a WAN (20%)
  • E, uma grande maioria de empresas dizem que reduzirão o número de sites usando conexões MPLS, num horizonte não menor que 5 anos (60%).

Até logo!

SD-WAN – Provedores

Quais são os provedores de serviços SD-WAN?

Existem muitos fornecedores de SD-WAN e diferentes abordagens.

O espaço SD-WAN pode ser dividido em dois grandes grupos de provedores: overlay (sobreposição) e in-net (rede).

  • Overlay. Sobreposição. Fornecem dispositivos (boxes) que são instalados e gerenciadas. Alguns com opções baseadas na nuvem.
  • In-net. Oferecem a funcionalidade SD-WAN principalmente através da oferta de serviços de rede e núcleo.

Fornecedores Overlay e principais grupos são:

  • Fornecedores de SD WAN – com tecnologia cloud, com um conjunto completo de funcionalidades.
  • Fornecedores de Otimização de WAN – que além do provimento de funcionalidades tradicionais (compressão e aceleração de aplicações) incluem funcionalidades de SD-WAN.
  • Outros fornecedores – com soluções de agregação de links, distribuição de tráfego e equipamentos e serviços de rede.

Fornecedores in-net e principais grupos são:

  • Fornecedores de NaaS – Network as a Service – serviços de rede virtual, via Internet com pagamento pelo uso ou mensal.
  • Operadoras de telecomunicações – geralmente com uma versão gerenciada de solução overlay.
  • Outros fornecedores – provedores de distribuição de conteúdo e soluções de segurança.

 Esse é um grande campo de batalha que se descortina  na era de cloud e virtualização  de rede.

Até logo!

SD-WAN x WAN híbrida

Qual a diferença entre WAN híbrida e SD-WAN?

Definindo SD-WAN. A SD-WAN usa software e tecnologias baseadas em nuvem para simplificar a entrega de serviços WAN para filiais. A virtualização baseada em software permite abstração de rede que resulta na simplificação de operações de rede. Permite que os gerentes de TI implementem de forma fácil e rápida conectividade baseada na internet – e os benefícios da onipresença, alta largura de banda e baixo custo – com resultados confiáveis, seguros e de alta qualidade.

Definindo WAN híbrida. A WAN híbrida utiliza uma combinação de links WAN privados, como MPLS e links WAN públicos, como a internet ou 4G LTE , para conectar sites geograficamente distribuídos. Soma os benefícios de links privados (confiabilidade, previsibilidade e segurança) e os benefícios dos links públicos (menor custo por bit e versatilidade).  Oferece às empresas uma maneira versátil e econômica de conectar seus escritórios, continuando com links privados para enviar dados de missão crítica.

O SD-WAN controla a WAN híbrida. O SD-WAN controla links WAN subjacentes e oferece uma abstração de políticas empresariais e priorização de aplicativos, numa linguagem de alto nível. Através de um console de gerenciamento centralizado, a equipe de TI pode definir que aplicativos e tráfego específicos atravessem links WAN específicos. Por exemplo, enviar tráfego sensível a negócios e de segurança via MPLS e rotear o tráfego não crítico através do link da internet. Assim, num processo de migração para uma nova geração de redes virtualizadas, a SD-WAN torna a WAN híbrida mais fácil de implantar e operar, enquanto permite a melhor combinação de tráfego certo e melhor link WAN em um determinado momento .

Até logo

SDN – Migração

Como migrar para SDN com sucesso?

Muitas empresas já estão usando ou avaliando adotar serviços de computação em nuvem. No entanto, para obter o máximo dos serviços na nuvem, é necessário uma reformulação da arquitetura da rede de acesso. A nuvem cria uma nova pressão sobre a disponibilidade e desempenho de rede de acesso. Problemas de disponibilidade e desempenho na rede de acesso afetam diretamente os serviços na nuvem.

Com as WANs tradicionais, quase sempre a adequação significa comprar circuitos adicionais para melhorar a disponibilidade ou aumentar a largura de banda existente para melhorar o desempenho. Uma alternativa considerada cara e ineficiente.

Uma nova solução apontada como melhor, é adotar a tecnologia SDN para a rede de intercâmbio com a nuvem.

Qual a estratégia de implementação a ser adotada para garantir o sucesso da empreitada?

Uma estratégia utilizada é o modelo de Rede Overlay ou sobreposição de rede: a escolha do modelo de sobreposição significa NÃO integração com a infraestrutura rede subjacente já existente. Foca e restringe os benefícios da solução SDN apenas para o tráfego que é migrado para a sobreposição.

Outra estratégia é o modelo de Integração de Rede (ou In-net), que implementa recursos SDN nas bordas da rede de intercâmbio com a nuvem para obter benefícios da SDN para todo o tráfego da rede e permitir intercambio com a infraestrutura de roteamento e switching existente.

É preciso levar em conta qual o tipo de tráfego, se aplicativos internos ou clientes externos, será movido para a implementação da SDN e determinar, qual o modelo operacional (overlay ou in-net) a ser usado.

Essa escolha não se restringe |à conexão de elementos de rede e software; o ponto mais mais importante, é sobre o  impacto do novo modelo operacional advindo dessa escolha, tanto no front‐end como no back‐end da rede. No final, resume-se na escolha de uma alternativa que diminua o risco de afetar negativamente os clientes.

Usar uma opção de rede paralela é uma abordagem mais simples e cara. Integrar a rede SDN uma rede existente facilita a transição, mas não é tão simples e requer mais recursos durante a implementação.

Até logo!

 

Até logo!

SDN – Conexão de Datacenters

Como otimizar a conectividade de datacenters via SDN?

Ou seja, ….

Como um provedor de serviços de datacenter implementa uma solução de conectividade para tornar vários datacenters como um único datacenter virtualizado?  Como demonstrar os benefícios disso, tais como: 1) capacidade dinâmica e segura para interligar datacenters, 2) otimização do uso de largura de banda, 3) redução de custos e 4) melhor experiência de uso para os clientes?

Uma alternativa é implementar SDN com uma rede de transporte de camada 2 Ethernet/óptica, para evitar a complexidade de roteamento e administração. O objetivo é prover uma infraestrutura que automaticamente responda às demandas envolvendo mudanças de aplicação e tráfego, sem a necessidade de intervenção manual, lenta e cara, quando feitas via roteador. Além disso, transferir o poder de controle e acesso de largura de banda sob demanda para as mãos de empresas cliente, provedores de nuvem e clientes de rede híbrida.

Isso exige mudança de comportamento do provedor e da comunidade de usuários, que estão acostumados a relações muitos formais e pré-definidas entre fornecedores e clientes.

Com a solução de SDN, o provedor de serviço aumenta a utilização da rede, racionaliza as operações de rede (organiza, torna mais funcional, prático, eficaz e simples) e é capaz de gerar mais receitas via NaaS – Network as a service, via portal do cliente, de forma personalizada, onde o cliente pode configurar suas necessidades de largura de banda de rede com base em requisitos de desempenho e qualidade de serviço (QoS), sob um modelo de preços flexível.

Isso cria um diferencial competitivo onde os clientes podem obter fluxos de dados dinamicamente alocados sob demanda, com base em métricas de negócios, como latência e largura de banda, ao invés de métricas técnicas de roteamento usadas por soluções de redes legadas.

Veja abaixo resultados previstos da implementação de SDN:

Atributos de Valor Antes Depois
Forma de pagamento Fixa Uso
Tempo para geração de receita para o provedor Dias Minutos
Utilização da rede Média 25% Média 90%
Modelo de serviços Fixo ao hardware Programável por software
SLAs Configurações fixas Alocação flexível – banda, custo, latência, jitter
Recuperação de rede Padrão de recuperação padrão Padrão de recuperação pré-determinada
Reconhecimento da aplicação Não Sim.  Aplicação dinâmica de SLA.

Até logo!

SDN – MetroEthernet

Como o SDN pode agregar valor às Soluções MetroEthernet e WAN?

Uma solução SDN pode trazer eficiência para os serviços tradicionais de metro Ethernet, que são tipicamente baseados em LANs virtuais e roteamento para gerenciar tráfego WAN do cliente.

Com SDN o provedor de serviço pode gerenciar vários clientes sobre uma WAN Ethernet, atender mais necessidades do cliente, maximizar as oportunidades de receita e otimizar os recursos WAN de forma mais eficiente.

SDN permite: 1) gerenciar vários clientes sobre os mesmos recursos de rede, 2) obter um custo razoavelmente baixo por cliente usando o modelo de controle centralizado via NaaS (Network as a Service) e 3) instalar dispositivos de borda de rede em cada inquilino para estender o controle da rede.

O NaaS fornece isolamento de tráfego multi‐tenant para atender aos requisitos de segurança – o provedor de serviço adiciona a capacidade de isolar o tráfego por usuário e por aplicação, para atender requisitos de segurança e conformidade (compliance).

Para o provedor de serviços, uma solução SDN possibilita otimizar recursos de rede Ethernet pelo fato de dinamicamente alocar largura de banda dinamicamente, ao invés de designar uma quantidade de largura de banda para cada cliente, durante todo o tempo (estaticamente). Isto significa maximizar a utilização de uma determinada infraestrutura de rede. Em adição, será capaz de reduzir o investimento para cada inquilino usando switches de baixo custo.

Esse tipo de abordagem reforça a vantagem competitiva do prestador de serviços, quanto oferece melhores serviços para os clientes. Adicionar essa nova camada de controle na rede, torna o provedor capaz de garantir acordos de níveis de serviço por  aplicações do cliente e tomar ações em tempo real para mudar o comportamento da rede para que sejam atendidos. Por exemplo, nos casos de congestionamento, fluxos de pacotes podem ser modificados rapidamente para não impactarem o desempenho de um aplicativo.  Isso é um diferencial competitivo significativo já que possibilita a configuração de mudanças da rede de switch ser feitas em minutos, ao invés de semanas, como nos sistemas tradicionais.

Até logo!