Gestão E Liderança

Consultas Rápidas

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Fórmula da Mudança

Qual a fórmula da mudança segundo Peter Drucker?

Quando há necessidade de uma mudança organizacional, sempre existe reatividade. O principal motivo é o medo das pessoas em perderem posições cômodas, de não ter mais o controle individual e intelectual das informações, de ter que “zerar” todo o conhecimento adquirido, e de um dia para o outro, se deparar com uma nova realidade e uma nova forma de fazer as coisas.

Para tentar lidar com este desafio, podemos utilizar uma formula de administração, mais precisamente de Peter Drucker:

M = D + M + P > R

Onde podemos interpretar:

  • M=> Mudança (a necessidade de mudar)
  • D=> Desconforto (eventos adversos, insatisfação dos Clientes, etc)
  • M=> Modelo (o modelo proposto, por ex: BPM, ITIL®, CobiT, etc)
  • P=> Plano/Projeto (qual o plano para implementar este modelo)
  • R=> Resistência (o grau de resistência das pessoas envolvidas na mudança)

Note que a soma de D + M + P deve sempre ser maior que R.

Se em um determinado momento você notar que a resistência é maior, está na hora de elevar o grau dos itens precedentes, de preferência da direita para a esquerda:

  • Por exemplo: P=>Revise o seu plano/projeto, pode ser que algo não foi bem definido, o plano de comunicação não está sendo eficiente, dentere outros. M=> Reveja o modelo proposto. Será que o modelo resolve tudo? Talvez seja necessário utilizar-se de outras práticas?  D=> Esta é a última opção, se nenhuma das anteriores funcionar, gere desconforto. Se necessário , é preciso entender que as reclamações do cliente podem aumentar no primeiro momento (como na implementação de um Service Desk) , mas o compromisso gerencial deve ser mantido.

Até logo!

O Papel da Mudança

  1. Os problemas devem ser entendidos como oportunidades de liberar a energia criativa.
  2. O novo deve ser entendido como oportunidade – se não de prosperar, ao menos de sobreviver.
  3. Uma época de turbulência é uma grande oportunidade para quem compreende, aceita e aproveita a nova realidade.
  4. Mudança é algo que as pessoas fazem, e moda é algo que as pessoas falam. Quando se fala demais de alguma coisa, não é mudança.
  5. A organização não sobreviverá se não entender que é sua tarefa colocar-se à frente da mudança.
  6. Para que uma organização se torne líder da mudança, deve estar em condições de: abandonar o passado; procurar a melhoria sistemática e contínua de tudo o que faz, interna e externamente; e se concentrar em alimentar as oportunidades, aproveitando o sucesso que teve.
  7. Em períodos turbulentos, as mudanças são a regra, por mais que doam e exijam esforço.
  8. As organizações devem ter como finalidade a mudança constante e a inovação. E estas precisam ser “gerenciadas” por alguém responsável por definir metas e o modo de alcançá-las.
  9. Sem abandonar o foco em objetivos específicos, as empresas devem assumir sua responsabilidade social, sabendo transformar um problema social em uma oportunidade.
  10. Só se identifica oportunidade se há estratégia.

 

Era do Conhecimento

  1. Vivemos em uma sociedade pós-capitalista, em que  o meio de produção não é o capital, a terra, nem a mão de obra, mas o conhecimento.
  2. A educação formal substitui a experiência e a prática como fonte de aprendizado de um ofício. A produtividade do trabalhador agora depende de sua habilidade para colocar em prática conceitos e teorias.
  3. Enquanto os trabalhadores manuais, da era industrial, fazem o que lhes mandam, os trabalhadores do conhecimento tem que se autoconduzir.
  4. Pela primeira vez na história, o trabalhador do conhecimento médio viverá mais que a organização empregadora média.
  5. O conhecimento muda a estrutura do poder. Os novos líderes são os profissionais do saber.
  6. O conhecimento deve ser demonstrado pelos resultados.
  7. O conhecimento tem poder: controla o acesso às oportunidades e ao progresso. É por isso que os cientistas e os educadores devem ser ouvidos por quem faz planejamento estratégico.

Líderes e Gestores

  1. Líder é quem possui seguidores.
  2. Liderança não significa cargo, privilégios, títulos ou dinheiro: é responsabilidade.
  3. Uma responsabilidade do líder é ser um modelo a seguir dos pontos de vista moral e ético.
  4. Os gestores devem ter uma autoridade considerável, mas seu trabalho não é mandar, e sim direcionar.
  5. O CEO é, na verdade, “chief external officer” da empresa, o elo entre o lado de dentro, onde estão os custos, e o de fora, onde ficam os resultados.
  6. Assim como na diferença entre eficiência e eficácia, gestão significa fazer certo as coisas; liderança, fazer as coisas certas.
  7. O CEO do futuro terá de ser capaz de discernir quando dirigir e quando preferir a parceria.
  8. O CEO do futuro deverá compreender quando é o momento de avançar em qualquer coisa, retroceder em outra e abandonar uma terceira.
  9. Os líderes não devem temer a força dos que estão ao seu lado, mas se orgulhar disso.
  10. A primeira prática do gestor eficaz é perguntar  “o que falta fazer”, em vez de “o que quero fazer”.
  11. É tentador gerenciar somente para o curto prazo. Mas gestores eficazes aprendem a equilibrar o curto e o longo prazos.
  12. É fundamental que os líderes ouçam as pessoas, saibam se comunicar e se fazer entender, deleguem as tarefas e não aceitem desculpas quando algo estiver malfeito.
  13. Os gestores precisam aprender a gerenciar as organizações horizontais.
  14. Os gestores devem assumir as responsabilidades da informação – para si mesmos e para a empresa – e de seu próprio aprendizado contínuo.

Pessoas

  1. Os profissionais devem se autogerenciar. Isso deve basear-se no discernimento do que é ser eficiente (fazer certo as coisas) do que é ser eficaz (fazer as coisas certas).
  2. As empresas devem ver os funcionários como um ativo – o maior deles – nunca como um custo.
  3. Uma organização saudável deve se apoiar na transparência e em uma autoridade que seja proporcional à responsabilidade.
  4. O trabalho é algo impessoal e objetivo? Mas lembre que é realizado por um ser humano.
  5. Em sua origem, uma empresa pode ser a sombra de uma única pessoa. Mas essa sombra não crescerá nem sobreviverá a menos que essa pessoa se transforme em uma equipe.
  6. As organizações não devem se apoiar em super-homens, e sim em pessoas competentes.
  7. Os departamentos de recursos humanos ainda supõem que a maioria dos funcionários depende do empregador; precisam atualizar-se. Na era do conhecimento, eles têm mobilidade.
  8. As grandes empresas devem oferecer a todos as mesmas oportunidades de progredir.

Gestão

Qual o papel da gestão segundo Peter Druker?

  • A gestão é a atividade distintiva de toda organização; sua responsabilidade é por tudo o que afeta o desempenho e os resultados da empresa.
  • Ainda que o estudo da gestão tenha se baseado, inicialmente, na hipótese de que existia um único modelo correto de organização, hoje é evidente que não há uma empresa correta, mas várias, cada qual com suas forças e fraquezas.
  • A gestão deve se orientar pelos resultados, não pelos processos.
  • Os resultados estão fora da empresa, já que são provenientes do aproveitamento de oportunidades, e não da solução de problemas.
  • O bom Deus fez as coisas de tal modo que as árvores não crescessem ininterruptamente até o céu. E não há nenhuma empresa que vá crescer e sair-se bem para sempre. O período médio de sucesso da maioria é de 30 anos. Mesmo as excepcionalmente bem administradas passam os 20 ou 30 anos seguintes equilibrando-se.
  • Os gestores não devem perguntar-se como tornar uma área do negócio mais eficiente, e sim se tal área precisa mesmo existir.
  • As empresas que verdadeiramente tem sucesso em reduzir custos não esperam até precisar fazê-lo; elas o fazem permanentemente.
  • Os clientes só pagam por aquilo que lhes é útil e proporciona algum valor.
  • O propósito da organização é criar cliente.
  • Dado que a transferência de poder do fornecedor para o cliente é fato consumado, os executivos devem conhecer o cliente em profundidade.

Até logo!

Visão Global e Humanista

Visão Global e Humanista

  1. Não se faz a gestão desejada sem pessoas dignas, responsáveis e éticas.
  2. Gerenciar é essencialmente lidar com pessoas e, portanto, lidar com os valores das pessoas.
  3. O management não é uma ciência ou uma arte, mas uma profissão que, como a medicina ou o direito, deve procurar extrair o melhor das pessoas.
  4. A gestão é necessária em todo tipo de organização, não apenas na empresarial.
  5. No centro da sociedade e da economia modernas não estão a tecnologia nem a produtividade, mas as instituições (com ou sem fins lucrativos).
  6. O único modo de proteger a liberdade – e evitar a tirania – é com instituições cujos gestores garantam um desempenho responsável e autônomo.
  7. A empresa deve ser entendida como uma comunidade humana; é construída com base na confiança mútua e no respeito ao trabalhador.
  8. Para que existe a empresa? Para o benefício da sociedade (não apenas para o lucro …).
  9. Uma organização não é, nem pode ser, um conceito absoluto. É um meio para que as pessoas sejam mais produtivas no trabalho em conjunto.