Cloud – Migração

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Migração para a Nuvem – Perguntas e Respostas

Quais são as principais considerações para migrar para a nuvem?

O modelo de cloud tem muitos benefícios, mas existem muitos “senões”, como é natural acontecer com novas tecnologias entrantes. Mudanças levam inevitavelmente a reações, positivas e negativas. Nessas situações, precisamos antecipar questões e planejar respostas e ações. Pergunte para você mesmo: O que devemos fazer para vender serviços e soluções que exijam “migração de tecnologias”

Sendo assim, imagine que um potencial comprador faça para você as seguintes perguntas abaixo. Tente responder de forma simples e rápida:

  1. Como migrar para uma nova tecnologia, como cloud computing?
  2. Como fazer uma transição suave ?
  3. Quais são os riscos para migrar para a nuvem??
  4. Quais são as principais considerações que as empresas fazem para migrar para cloud?
  5. Por onde começar e como estabelecer os objetivos certos para migrar para a nuvem?
  6. Como desenvolver uma estratégia de migração para cloud?
  7. O que deve ser primeiro avaliado para definir a estratégia de migração para cloud?
  8. Como avaliar a situação atual do datacenter?
  9. Qual a estrutura de dados que suporta a estratégia de migração?
  10. Como migrar para uma nova tecnologia, como cloud computing?
  11. Porque apenas comparar o custo total de propriedade das aplicações não é suficiente para decidir migrar para cloud?

Como se saiu?

O sucesso de novas tecnologias depende fundamentalmente da facilidade de migração. Essas perguntas iniciais nos ajudam a olhar na perspectiva dos potenciais compradores e refletir sobre  migração de serviços e tecnologias, em especial migração para cloud, que por ser uma tecnologia transformadora, envolve vários tipos de mudanças – tecnologia, serviços, processos, ambiente e habilidades para vender, comprar, implantar e operar.

Veja na sequências as respostas à essas perguntas

 

Até logo!

Jornada para Cloud Computing

Como migrar para uma nova tecnologia, como cloud computing?

O modelo de cloud tem muitos benefícios, mas existem muitos “senões”, como é natural acontecer para novas tecnologias entrantes. As empresas têm as seguintes dúvidas:

  • Como desenvolver uma estratégia de migração para cloud? Como será iniciada a jornada? Quais os fatores iniciais a serem considerados?
  • Quais as reações às mudanças que acontecem nesse tipo de empreitada?
  • Quais são os principais riscos e como avalia-los, já que essa avaliação é uma das primeiras a serem feitas no processo de “go no go”?

Importante! Qualquer tecnologia ou algo novo defronta com a natureza humana da aversão à mudança. Mudanças levam inevitavelmente a reações, positivas e negativas. Nessas situações, precisamos antecipar questões e planejar respostas e ações.

De uma forma geral, questões associadas com introdução de novas tecnologias enquadra-se em 4 categorias:

  • Pessoas que simplesmente não entendem. Isso aconteceu com o telefone. Não é obvio para alguém mudar para outra coisa  — as pessoas precisam ser educadas como o modelo funciona e quais seus benefícios.
  • Pessoas que têm preocupações legítimas para não adotar uma tecnologia. De uma forma geral as razões dizem respeito ao risco — as pessoas precisam saber as garantias de segurança, gerenciabilidade e disponibilidade.
  • Pessoas que se sentem ameaçadas com a nova tecnologia porque pensam que ela pode afetar a sua subsistência. Por exemplo, cloud gerará o mesmo tipo de impacto na empregabilidade das pessoas como aconteceu com as operadoras de telefone quando da entrada das chamadas automáticas? Mesmo que não signifique perda de emprego, qual o impacto na minha situação atual? — as pessoas precisam saber dos impactos na sua situação, nos processos e habilidades.
  • Pessoas que concordam em princípio, mas precisam de tempo para adaptação, para ganhar confiança e fluência para obter maiores ganhos com a mudança — pessoas precisam ser treinadas e suportadas no processo de mudança.

Por exemplo, um técnico pode estar preocupado com a viabilidade de implantar desktops virtuais na nuvem e como a mudança impactará ao staff do help desk de TI ou um administrador de base de dados, pode estar preocupado com a segurança da base na nuvem, e assim por diante. Em todos os casos, precisamos ajudar a fazer uma transição suave e conveniente, sem impactos. Como fazemos isso?

Check List para Migrar Serviços e Tecnologias

  • 1º  Identificar o tipo de pessoa/empresa e a sua necessidade,
  • 2º Educar a pessoa e empresa como o modelo funciona com foco na necessidade – a força motriz da migração,
  • 3º Avaliar os impactos da mudança na situação atual,
  • 4º Focar na avaliação de risco com foco em segurança, gerenciabilidade de processos e disponibilidade,
  • 5º  Ajudar a fazer a mudança de forma suave para reduzir os possíveis impactos. Essa conclusão se aplica à qualquer tecnologia ou solução emergente.

 

Até logo!

Transição suave para a nuvem

Como ajudar uma empresa  fazer uma transição suave para a nuvem?

A melhor forma de responder essa pergunta, é desdobrá-las em outras …

  • Como eu posso ajudar uma empresa no processo de mudança? Qual o executivo (ou “porta de entrada”),  para facilitar o engajamento das pessoas? Qual o foco de receptividade? Qual o foco de insatisfação? Qual o foco de decisão?
  • Qual a cultura da minha empresa e da empresa cliente? Qual a maturidade? Qual o gap? Como alinhar?
  • Como educar as pessoas que estarão envolvidas com cloud na empresa? Porque a mudança, quais os benefícios e como serão afetadas? Por exemplo, como será afetado um teleworker, com a nova opção de “thin cliente”. Como será afetado um operador de data center que deverá ter que monitorar novos computadores virtuais?
  • Como engajar as pessoas na mudança? Pessoas engajadas são menos prováveis para resistirem. Formar comitês para transição, apontar pessoas para liderança, são boas práticas.
  • Como treinar as pessoas de acordo com as funções de trabalho? Quais são as ferramentas de monitoramento dos serviços de cloud fornecidas pelo provedor? Existe algum processo alterado pelo uso de cloud, que necessita ser treinado com a equipe? Se a migração é para o modelo de SaaS, com é a nova aplicação, como as pessoas serão treinadas?

Conclusão: estamos falando de mudança, cultura, alinhamento, educação e engajamento de pessoas, gerenciamento de processos e serviços. Encaixar um novo modelo, novos hábitos, novas ferramentas. Lembrando que qualquer solução causa impacto no ambiente, quais são esses impactos, na perspectiva do cliente? Da mesma forma que perguntamos, “qual o problema que essa solução resolve? ” Devemos também perguntar: qual o problema (ou seja, novas necessidades e ajustes) que essa solução cria? Se não agirmos dessa forma, não estaremos sendo empáticos (*). Ou seja, além das habilidades técnicas, precisamos desenvolver habilidades emocionais para nos colocarmos no lugar dessas pessoas e ajudá-las a migrarem para cloud.

(*) Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

Até logo!

Avaliação de risco para migrar para a nuvem

Quais são os riscos para migrar para a nuvem?

Se existe mudança, seja ela qual for, automaticamente aumenta a percepção de risco!

Atenção: Para migrar para novas tecnologias uma das primeiras coisas que todas as pessoas e empresas avaliam é o risco.

Questão fundamental: A avaliação de risco exige que olhemos na perspectiva do cliente. A razão disso é porque precisamos investigar e identificar eventos que possam impactar positivamente ou negativamente o ambiente e processos do cliente (pessoas e empresas).

Existem várias categorias de riscos para a migração para cloud: pessoas, processos e recursos de tecnologia. Pergunte para você mesmo:

  • Quais são os riscos de pessoas e processos associados com a migração? Como esse movimento se encaixa com as habilidades das pessoas? Quais as novas competências a serem acrescentadas no help desk? Se for criada uma cloud privada, como o pessoal técnico irá gerenciar o centro de dados? Como a equipe será treinada?
  • Qual a mudança no processo de negócio e de gerência de TI com cloud? Como é o impacto na organização?
  • Envolve muitos recursos e aplicações? Qualquer empresa, seja grande ou pequena, tem um dado nível de tolerância ao risco, que pode variar por tipo de aplicação. Quanto maior a criticidade da aplicação, menor é o nível de tolerância. Quais as aplicações e tipos de recursos envolvidos na migração de cloud e quais os riscos associados?

Esse é um conjunto inicial de perguntas circunscritas nessas 3 dimensões que mostra que a avaliação de risco não é um evento pontual. É um processo continuado.

 

Até logo

Preocupações para migrar para a nuvem

Quais são as principais considerações que as empresas fazem para migrar para cloud?

A seguir uma lista de perguntas que devemos fazer para nós mesmos no processo de migração para cloud:

  • Quais as preocupações sobre segurança e privacidade? Essa questão na maioria das vezes deve ser tratada na perspectiva da gerência de risco.
  • Quão disponível e confiáveis serão meus recursos? No datacenter, a disponibilidade e confiabilidade, estão sob controle estão sob o controle da empresa. Normalmente são negociados níveis de SLAs com as áreas de negócios, baseados na criticidade das aplicações de negócios. Na migração para cloud é necessário que você saiba qual o nível de disponibilidade é realmente necessário e qual risco estamos dispostos a passar se o provedor de serviços não atender os níveis acordados. Terão aplicações que você poderá aceitar esses riscos e outras aplicações que não. Teremos que avaliar esses riscos.
  • Sobre os meus dados? Existem várias questões associadas aos dados…. Os dados da minha empresa podem ser armazenados em qualquer lugar? O que acontecerá se os dados forem perdidos? Eles poderão ser recuperados? Quem é o responsável pelos meus dados? Como eu vou gerenciar?
  • Sobre o provedor? O que acontecerá se o provedor sair do negócio? Como seria a recuperação dos seus ativos?
  • Sobre a portabilidade de serviços entre provedores? Existem limitações quanto a um padrão aberto e único…. Isso significa que existem incompatibilidades entre formatos de dados e APIs. Esse é um ponto importante de avaliação.
  • Existem alguns outros padrões de conformidade ou regulatórios a serem observados? O provedor atende aos requisitos de conformidade da sua indústria?

São várias avaliações de risco a serem feitas. 

Conclusão: As empresas têm preocupações que precisam ser identificadas e resolvidas. As mais frequentes são: segurança, privacidade, disponibilidade, visibilidade, controle dos dados, confiabilidade no provedor, portabilidade da solução entre provedores e conformidade com padrões da indústria.

Até logo!

Por onde começar na nuvem?

Como estabelecer os objetivos certos para migrar para a nuvem?

Existem vários fatores para implantar cloud numa empresa com sucesso. Destacamos como principais os seguintes:

  • O estado do centro de dados.
  • Os tipos de aplicações de negócios.
  • O portifólio de serviços de TI.
  • Os requerimentos de mudança do negócio.
  • Migração planejada e suave.

Ninguém migra de uma tecnologia para outra de uma vez. Por exemplo, existirão áreas que nunca migrarão para a nuvem. A escolha do caminho passa por uma revisão do portifólio de serviços de TI e da escolha de uma área na qual o modelo de cloud agregue maior valor. “Comer pelas beiradas”.

Algumas áreas são notoriamente apropriadas para o modelo de cloud, tais como

  • Desenvolvimento e teste de aplicações – com alocação por demanda, aprovisionamento rápido com servidores na nuvem. Ao invés de usar servidores internos na empresa.
  • Overflow, – atender picos de tráfego – como por exemplo, campanhas de marketing.
  • Beta testes de aplicações –  por exemplo para testar aplicações antes de adquirí-las.

Devem ser identificadas àquelas aplicações que valham o esforço. Valor = [Benefícios]/[Custos]/[Risco]

Por exemplo, migrar aplicação de e-mail empresarial do desk top para a nuvem, pode ser uma boa escolha. Ou de uma forma geral, migrar aplicações que tenham ganho de escala e estejam dentro da sua tolerância ao risco e não causem muito impacto nos processos ou custos.

Até logo!

Estratégias de migração para a nuvem

Como desenvolver uma estratégia de migração para cloud?

Muitas empresas acreditam que podem reduzir os custos de gerenciamento da infraestrutura de TI, via cloud computing. A questão não é tão simples assim. Existem muitas situações que cloud pode ser uma boa escolha e existem outras que não.

É necessário que a empresa defina um plano de migração. Veja a seguir 5 componentes que devem fazer parte do plano:

  • Quando e como usar um serviço cloud público, privado ou híbrido?
  • Qual a estratégia empresarial para gerenciar CAPEX e OPEX ao longo do tempo?
  • Quais e como serão alcançados os níveis de serviço requeridos para cada aplicação?
  • Quais as questões regulatórias que devem ser suportadas pelo provedor do datacenter e o provedor de cloud?
  • Como serão controlados os dados após a mudança do datacenter para a nuvem?

Observe que não existe uma resposta padrão. A decisão dependerá do datacenter, das aplicações, do portifólio de serviços e as necessidades de mudança no negócio. Veja os exemplos …

  • Se você tem a necessidade de testar uma nova aplicação de vendas de produtos on line, antes de entregar para os clientes e tem limitações de recursos internos para tal, cloud pode ser uma boa alternativa.
  • Se existe a necessidade de cortar custos e despesas de capital e aplicações, por exemplo, o correio corporativo, que esteja demandando muito recurso, a solução de SaaS pode substituir com grandes vantagens e cloud provavelmente será uma boa escolha.
  • Suponha que a empresa esteja desenvolvendo uma aplicação que pode transformar o seu modelo de negócio. Uma plataforma PaaS, que inclui um ambiente de desenvolvimento bem projetado, com novas ferramentas e novas interfaces que permitam conectar diferentes ambientes, isolar o ambiente de produção do ambiente de desenvolvimento e teste, pode ser um excelente caminho para alcançar isso de forma rápida.
  • Suponha que uma empresa lançou uma solução SaaS para a sua aplicação de gerência de cliente, para substituir o seu sistema de CRM – custom relatioship management que estava rodando no datacenter por anos. Diante disso, a empresa agora deseja mover o datacenter para a nuvem. Como fazer isso se o main frame da empresa roda transações de pedidos que valem milhões? Após uma avaliação, você identifica que, pelo fato do sistema ser usado por poucas pessoas e que as informações precisam ser cuidadosamente controladas, cloud não é uma boa escolha.
  • Outro exemplo. O CIO da sua empresa descobriu um novo software que pode resolver um sério problema, mas você não está convencido que a solução seja boa. Ao invés de comprar uma licença, a sua empresa pode decidir usá-la como um serviço. Após seis meses se ela provar ser valiosa, a aplicação poderá ser via SaaS ou na forma tradicional.

Esses exemplos mostram que que a estratégia de migração para cloud tem várias diferentes dimensões. É necessário um roteiro para avaliar o caminho de forma segura.

Até logo!

Cloud e alinhamento com a estratégia de negócio

O que deve ser primeiro avaliado para definir a estratégia de migração para cloud?

Decidir investigar cloud é primariamente uma questão de negócio. O início da investigação da atratividade do uso de cloud deve iniciar pela estratégia de negócio da empresa:

  • Qual a estratégia atual da empresa?
  • Qual o papel que a estratégia tecnológica tem na estratégia da empresa?
  • A indústria exige regulamentações que afetam a migração?
  • Como os clientes da empresa serão beneficiados?
  • Qual o valor da operação do datacenter atualmente?
  • Quais são os objetivos de curto e longo prazos?
  • Precisamos reduzir CAPEX – despesas de capital (investimentos)?
  • Queremos desenvolver e testar novas ofertas com novas tecnologias nos próximos 18 a 24 meses?
  • Estou pensando em adquirir novas empresas?
  • Como a concorrência está lidando com as novas tecnologias?
  • Estamos mais ágeis que a concorrência?
  • Quais são as minhas vantagens estratégicas?

Depois de avaliados esses aspectos de “estratégia do negócio” estaremos pronto para desenvolver o plano de migração.

Conclusão: O objetivo do gerenciamento de serviços de TI é alinhar estratégia de serviços de TI com a estratégia de negócios, cujo o primeiro passo é entender os objetivos e estratégias da empresa. Isso vale para o desenvolvimento de estratégias de empresas de qualquer porte.

Até logo!

Cloud e situação atual do datacenter

Como avaliar a situação atual do datacenter?

O início de uso de cloud computing é fácil. Muito frequentemente, o início se dá devido à uma abordagem técnica que evolui para uma abordagem estratégica. Isso devido ao fato de que cloud permite iniciar um serviço com um custo muito baixo, testar o seu uso e benefícios para a empresa. Você pode simplesmente contratar um serviço para você mesmo. Esse pode ser um ponto de início adequado.

  • Quão estruturado é o ambiente computacional da empresa?
  • Qual o inventário de aplicações?
  • Quais são as aplicações web, os servidores e rede?
  • O ambiente computacional é complicado?
  • Não seria melhor antes de migrar para a nuvem, simplificar e melhor estruturar o ambiente?
  • A arquitetura do datacenter é consistente ou cada aplicação tem a sua própria arquitetura?
  • Existem serviços empresariais comuns usados por múltiplas aplicações?
  • Esses serviços empresariais comuns são autocontidos ou dependem de outras aplicações e serviços do ambiente?
  • A empresa tem implementado gerenciamento de carga de trabalho?

Em resumo, quanto melhor for gerenciado o ambiente de TI, melhor estará a empresa preparada para obter vantagens dos serviços de cloud computing. É difícil migrar componentes para a nuvem se as aplicações ou serviços de negócio não podem ser separados dos serviços do datacenter.

Até logo!

Cloud e estrutura de dados

Qual a estrutura de dados que suporta a estratégia de migração?

Ainda avaliando a situação atual do datacenter, antes de mover qualquer dado para a nuvem, é necessário avaliar a estrutura dos dados:

1) privacidade e questões de conformidade, 2) questões de segurança e 3) questões de gerenciamento de dados específicas da empresa.

Por exemplo, se é uma empresa financeira, os e-mails precisam ser arquivados e precisam ser facilmente acessíveis devido às questões regulamentares e de conformidade de políticas de segurança.

A gerência e segurança de dados é muito importante …

  • Por exemplo, alguém poderia achar que a melhor estratégia seria iniciar via IaaS para permitir adicionar capacidade de armazenamento incremental para suportar novas iniciativas de negócio.
  • Outra empresa, poderia decidir usar PaaS para limitar as despesas necessárias para desenvolver novas aplicações.
  • Um outro ponto de partida poderia ser via SaaS para avaliar o que o mercado está dizendo sobre os produtos.
  • Uma outra demanda de uma empresa poderia ser Business Process as a Service, tal como um “suply chain as a service” que poderia suportar testar uma nova linha de negócio.

Conclusão: A alma dos centros de dados são as aplicações e os dados que abrigam. Existem várias abordagens para migrar para a nuvem. Essa é uma questão núcleo da estratégia.

Até logo!

Custos de uma aplicação

Quais os custos de uma aplicação a serem avaliados na migração para cloud?

Qualquer aplicação tem vários custos associados. É necessário que sejam parametrizados para que possam ser comparados. Veja uma lista de possíveis custos:

  • Custo de servidor (a) – para este e todos os outros componentes de hardware o interesse específico está no custo total de propriedade anual, o qual normalmente consiste do custo do suporte do hardware mais algum custo de amortização da compra do hardware.
  • Custos de armazenamento (b) – Nos casos onde é usado SAN (storage área network) e NAS (network attached store), é necessário calcular um custo proporcional sobre o custo total SAN e NAS, incluindo custos de gerência e suporte para o hardware.
  • Custos de rede (c) – Essa necessidade deve ser avaliada com cuidado. O fato de uma aplicação migrar para a nuvem não significa que o tráfego de rede que ela gera desaparece. Por exemplo, os dados podem ser retirados de uma base de dados na nuvem e serem incluídos no data warehouse.
  • Custos de arquivo e backup (d) – Os custos reais de salvamento e backup dependem de como será a estratégia de backup quando a aplicação migra para a nuvem. Idem para salvamento. Todos os backups serão feitos na nuvem? Será necessário manter um percentual de backup dos dados críticos?
  • Custos de recuperação de desastres (e) – Na teoria, os serviços de cloud têm seu próprio sistema de recuperação de desastre. No entanto, é necessário entender qual é realmente a capacidade de recuperação de desastre do provedor. Nem todos os provedores têm a mesma definição de recuperação de desastre. A gerência de TI precisa avaliar o nível de suporte que o provedor oferece.
  • Custos de infraestrutura do datacenter (f) – São vários custos, eletricidade, espaço, manutenção predial, que não podem ser atribuídas a uma aplicação individual, mas de uma forma geral podem ser parametrizados em termos de custos por metro quadrado do hardware, que roda a aplicação, ocupa. Uma recomendação é calcular o “fator de espaço” para cada aplicação. Por exemplo se o seu datacenter está com apenas 40% de ocupação, a economia de direcionar capacidade adicional para nuvem não é viável financeiramente. No entanto, se a ocupação for de 90% e a taxa de crescimento é de 10% ao ano, isso significa que você está prestes a fazer um grande investimento e a solução de cloud pode ser uma escolha muito mais econômica.
  • Custos de plataforma (g) – algumas aplicações rodam em sistemas operacionais específicos – Windows, Linux, HP-UX, IBM zOS, e assim por diante. Quais são os custos anuais de manutenção do ambiente operacional da aplicação?
  • Custos de manutenção de software empacotado (h) – De uma forma geral esse custo é simples e mais fácil de ser controlado, já que ele está inserido no nos custos de manutenção anual de software.
  • Custos de manutenção de software in-house (i) – este custo existe para todos os softwares in-house, mas pode não estar detalhado no nível de aplicação. Por exemplo, licenças de base de dados podem ser usadas por diferentes aplicações e podem estar calculadas no nível corporativo. Pode ser necessário alocar esses custos de base de dados por aplicação.
  • Custos de suporte de help desk (j) – Qual a contribuição da aplicação nas atividades de help desk? Quais os custos gerais aplicados a todas as aplicações? Existem custos que irão desaparecer com a migração para cloud? Quais as aplicações que demandam mais suporte? Entender diferentes requerimentos de suporte é um fator chave para migrar para cloud.
  • Custos de pessoal para suporte operacional (k) – existe um conjunto de custos operacionais diários associados com processar as várias aplicações. Alguns custos são gerais e aplicados à todas aplicações, como exemplo a equipe de suporte para todas as coisas, como armazenamento, gerência de rede, manutenção, conectividade, segurança. Existem também atividades específicas para uma dada aplicação, por exemplo gerenciamento de base de dados, gerência de desempenho,
  • Custos de software de infraestrutura (l) – existem vários softwares de gerenciamento de infraestrutura em uso nas instalações, com custos associados. Esses não são facilmente alocados no nível de aplicação.

Agora, podemos definir o custo total de propriedade de uma aplicação (ou do inglês TCAO – Total Cust of Application Ownership) como sendo:

TCAO = a+b+c+d+e+f+g+h+i+j+k+l

Para ser completo, devemos calcular esses parâmetros para cada aplicação e garantir que a soma total de todos os custos de cada aplicação confere com o custo total do datacenter. Se existir alguma discrepância, é sinal que o modelo precisa ser ajustado.

Até logo!

Recuperação de custos

Porque apenas comparar o TCAO – custo total de propriedade da aplicação não é suficiente para decidir migrar para cloud?

O simples fato do custo de uma aplicação em cloud ser menor do que o custo total de propriedade de uma aplicação (TCAO) NÃO garante que a migração para cloud seja uma boa escolha financeira. Infelizmente, precisamos ainda saber se os custos da aplicação são recuperáveis, ou o quanto de custos são realmente reduzidos na estrutura de custos do datacenter. A maioria dos custos listados no artigo anterior precisam ser considerados nesta perspectiva. Veja algumas observações:

  • Custos de servidor. Se a aplicação é relativamente pequena, roda em servidores virtuais, ou rode eventualmente, é improvável que a migração para cloud resultará em economia de hardware.
  • Custos de armazenamento. Similarmente se a aplicação consome pouco armazenamento, não existirá redução de custos de SAN e NAS.
  • Custos de Rede. A menos que a economia de capacidade de rede ou de banda de Internet seja grande, a economia provavelmente será desprezível.
  • Custos de infraestrutura. O espaço (floor space) não será reduzido pela remoção de poucos servidores e também não deverá fazer muita diferença nos custos de refrigeração. Esses custos geralmente só são afetados em grandes mudanças.
  • Custos de plataforma. Podem existir licenças globais, especialmente onde “open source” é usado. Ou seja, remover uma aplicação individual pode não ter significância.
  • Custos de manutenção de software (pacotes de software). Esse custo pode ser difícil de calcular se as licenças de software estiverem juntas com o custo do processamento ou fizerem parte de um pacote de solução.
  • Custos de pessoal para suporte operacional. Economias nesse custo dizem respeito à uma economia de pessoal no todo ou no adiamento de recrutamentos. Ou seja, não são muito escaláveis.
  • Custos do software de infraestrutura. Esses Custos podem não cair com uma quantidade reduzida de aplicações migrando para a nuvem.

A aplicação desses fatores, necessita de ajustes de custos.