Internet: “a Grande Mudança”

Consultas Rápidas

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O Supercomputador Mundial

Quais as diferenças e similaridades entre a computação e eletricidade em termos de oferta de serviços?

Temos que compreender em que sentido a computação diverge da eletricidade, pois as diferenças entre as duas tecnologias são tão reveladoras quanto suas semelhanças. A nítida linha divisória entre infra-estrutura de geração de eletricidade e suas aplicações – uma linha divisória que se manifesta na tomada – torna o modelo da companhia de serviços públicos relativamente simples quando se trata de energia elétrica.
As complexidades da eletricidade estão em seus usos, e estes usos estão fora da alçada da companhia de serviços públicos. A computação é diferente. Como o acesso a seus usos só é possível por meio de softwares, eles também podem ser distribuídos por intermédio de uma rede sob a forma de serviços públicos. O uso do computador, em contraste com os aparelhos elétricos, pode se beneficiar com a economia de escala que as empresas de serviços públicos conseguem atingir.
A computação também é muito mais versátil que a geração de eletricidade. Seus aplicativos (e aplicações) podem ser fornecidos por várias companhias de serviços públicos e, além disso, até mesmo as unidades básicas da computação podem ser fragmentadas em diferentes serviços, fornecidos por companhias diferentes, instaladas em lugares diferentes. A rede pública de computação não é apenas um canal de transmissão, como é a rede elétrica. Também é um meio para montar ou integrar os diversos componentes da computação em serviços unificados e úteis.
Os diversos componentes que antigamente ficavam  isolados no gabinete fechado do PC, agora podem ficar dispersos pelo mundo inteiro, integrados por meio da Internet e acessíveis a todos. A World Wide Web (Rede Mundial) transformou-se de fato no Supercomputador Mundial.
Bom Programa!

Computação como um Serviço Público

Como funciona o Google?

O Google tem dezenas de “fazendas de servidores”

  • Ao todo, possui mais de 1 milhão de computadores, mas sua necessidade de aumentar a capacidade de processamento de dados continua estratosférica.
  • Todo centro possui um ou mais clusters (grupamentos) de computadores servidores-clientes.
  • Os servidores são construídos com microprocessadores e discos rígidos baratos que o Google compra no atacado diretamente dos fabricantes.
  • Em vez de serem ligados entre si, dentro de gabinetes, os componentes são conectados diretamente com velcro a prateleiras de metal bem altas, o que facilita a manutenção.
  • Cada computador é alimentado por uma unidade de fornecimento de energia inventada por engenheiros do Google para minimizar o consumo de energia, e as máquinas funcionam com uma versão gratuita do sistema operacional Linux, com pequenas melhorias feitas pelos codificadores de software do Google.

A empresa tem o seu próprio sistema de cabos de fibras ópticas que conecta os centros entre si, permitindo-lhe controlar com grande precisão o fluxo de dados entre eles,e entre eles e a Internet pública. Em seu banco de dados o Google mantém uma cópia de praticamente toda a Internet. Cópia feita e atualizada constantemente por meio de seus spiders, programas que vasculham a Web, link por link, escaneando o conteúdo de bilhões de páginas para criar um sumário abrangente da Internet, com toda página classificada segundo sua relevância, com base em determinadas palavras-chave. Depois o sumário é copiado por todos os clusters. Quando uma pessoa digita uma palavra-chave no mecanismo de busca do Google, o software dirige a busca para um de seus clusters, no qual é revisto simultaneamente por centenas ou milhares de servidores. Como cada servidor só tem de comparar a palavra-chave com uma pequena parte de todo o sumário – que o Google chama de “um fragmento do sumário” – , esse tipo de “processamento paralelo” é muito mais rápido do que se um único computador tivesse de comparar a palavra-chave com o sumário todo. O software coleta e analisa todas as respostas dos servidores, classificando as páginas afins conforme a sua relevância e depois enviando a lista de resultados de volta à máquina do usuário.

Na verdade, quase todo aplicativo empresarial tradicional tem agora um equivalente na Internet, e muitas companhias estão adotando esses novos serviços. As tecnologias da computação e das comunicações avançaram no sentido de permitir a viabilidade de um modelo de informação e comunicação com base em serviços. A onipresença da banda larga e da conexão IP sem fio muda a forma pela qual as pessoas interagem.

Até a próxima!

Jogos na Internet

Como funciona o jogo Second Life na Internet?

O “computador” que roda o Second Life (jogo de grande sucesso na Internet) não existe em um único lugar isolado; é montado em várias moléculas de armazenagem e processamento de dados que flutuam na nuvem global da computação. Quando você acessa o Second Life, usa seu navegador para baixar da Web um programinha que se instala no seu navegador para baixar outro programinha.

Embora você comece o download na página inicial do Second Life, na verdade o programa é enviado ao seu computador por drives de armazenamento que são de propriedade da Amazon Web Services e operados por ela.
Depois de instalado, o programinha armazena informações sobre a aparência e a localização de seu avatar (personagem). O programa “conversa” constantemente, pela Internet, com o principal software que o Linden Lab usa para gerar o mundo online. Esse software roda em centenas de computadores de servidores que estão em dois centros de dados, e não é propriedade do Liden Lab, e sim das companhias de serviços públicos que os hospedam.

Além disso, outras companhias e indivíduos também podem criar softwares, se quiserem acrescentar novas características ao Second Life. Um residente pode, por exemplo, desenhar um colar virtual que depois venderá a outros residentes.

O Linder Lab programou o Supercomputador Mundial para combinar todas essas diversas peças de software e hardware num jogo coerente que é o Second Life.

Bom Programa!

Salesforce.com

Como funciona o serviço de administração de contas da Salesforce?

Um exemplo comercial do supercomputador Web OU diz respeito ao modo como a Salesforce.com distribui seu serviço de gerenciamento de contas.

Como no caso do Second Life, o software básico roda em um grande número de servidores situados em vários centros de dados. Os clientes da Salesforce usam o gerenciamento de contas pela Internet.

Na realidade, o navegador torna-se parte do aplicativo da Salesforce, servindo de interface para o usuário. Mas isso é só o começo …

A SalesForce permite que softwares de muitas outras companhias sejam incorporados ao seu serviço. O popular serviço de mapeamento do Google, o Google Maps, pode ser combinado com o programa da Salesforce para gerar mapas rodoviários que mostram onde estão os clientes de fato e em potencial. O serviço telefônico da Internet, o Skype, também pode ser combinado ao aplicativo, possibilitando aos vendedores ligar para seus clientes sem deixar seu navegador.

Essas combinações de diversos serviços de softwares acontecem automaticamente e são invisíveis para o usuário.

Todas as diferentes partes dos softwares fundem-se em um único aplicativo no navegador do usuário, mesmo que os programas pertençam a companhias diferentes e estejam rodando em computadores situados em muitos lugares diferentes.

Até logo!

Internet – processamento e armazenamento distribuídos

Quais são os benefícios potenciais do uso da Internet para serviços de processamento e  armazenamento de dados?

O CERN, o lugar em que a própria Web nasceu, usa o Supercomputador Mundial de forma particularmente criativa.

Em 2007, o laboratório terminou a construção do maior instrumento cientifico da Terra, um acelerador de partículas. Quando a máquina estava sendo fabricada, os cientistas de computação do laboratório depararam com um dilema. Sabiam que o acelerador de partículas produziria uma quantidade imensa de dados para análise – mais ou menos 15 petabytes por ano. A expectativa de vida do colisor é de 15 anos e, por conseguinte, ao longo dela seria necessário armazenar e processar cerca de 225 petabytes, uma tarefa que exigiria mais ou menos 100 mil computadores .

Como instituição acadêmica financiada pelo governo, o CERN não podia se dar ao luxo de comprar e manter toda essa quantidade de máquinas e nem mesmo alugar a capacidade de processamento necessária a um fornecedor de serviços públicos. Mas, os cientistas perceberam que o Supercomputador Mundial lhes oferecia outra opção. Não havia a menor necessidade de pagar pelo uso de outros computadores. Podiam, em vez disso, pedir a outras instituições de pesquisa, e até a cidadãos, que doassem a capacidade ociosa de processamento e de armazenamento de seus próprios PCs e servidores.

O que o CERN tem em comum com outras companhias de serviços públicos é a centralização do controle. À medida que a capacidade do Supercomputador Mundial se expandir, continuará o movimento de substituir os sistemas privados como plataforma preferida de computação. As empresas conquistarão muito mais flexibilidade para montar serviços de computação destinados a realizar tarefas personalizadas de processamento de informações. Capazes de programar facilmente o Supercomputador Mundial à sua moda, não sofrerão mais as restrições dos limites de seus próprios centros de dados ou das determinações de um punhado de grandes vendedores de TI.

Graças à capacidade de modulação da informática, as companhias disporão de grande número de opções ao dar o salto para a era da computação como serviço público.
Terão condições de realizar algumas de suas tarefas de computação por meio de seus próprios centros de dados de departamentos de TI, ao mesmo tempo em que dependerão das companhias externas de serviços públicos para satisfazer outras necessidades. E continuarão em condições de aperfeiçoar constantemente as suas combinações à medida que a capacidade das empresas de serviços públicos aumentar.

Um dos maiores desafios para o departamento de TI das grandes empresas será tomar a decisão certa sobre o que preservar e o que descartar.

Até logo!

Internet e Retornos Crescentes de Escala

O Google comprou o YouTube – a nova rede de vídeos da Internet – em 9 de outubro de 2006. O êxito do Youtube revela muita coisa sobre os processos econômicos mutáveis da computação e a forma pela qual eles estão afetando o comércio, o emprego e até a distribuição da riqueza.

Só dez meses se passaram quando Hurley e Chen venderam o site para o Google pela quantia estonteante de US$1,6 bilhão. Quando o YouTube foi comprado, tinha apenas sessenta empregados.  Trabalhavam em cima de uma pizzaria barata em San Mateo, Califórnia. Apesar do tamanho minúsculo e da falta de organização formal, a equipe conseguiu administrar um dos sites mais populares e de desenvolvimento mais rápido da Internet. Com o preço de venda de US$ 1,6 bilhão, cada funcionário do YouTube representava US$ 27,5 milhões em termos de valor de mercado.

  • Compare esses números com os de uma companhia tradicional de software fabulosamente lucrativa, a Microsoft, que tem 70 mil empregados, cada qual representando US$ 4 milhões em termos de valor de mercado.
  • Ou então compare esses números com os de uma empresa tradicional de mídia e entretenimento, como a Walt Disney, com 133 mil funcionários, cada qual representando US$ 500 mil em termos de valor de mercado.
  • Um ano antes de o Google comprar o YouTube, a companhia eBay comprou o Skype por U$ 2,1 bilhões. Fundada apenas 2 anos antes por uma dupla de empresários escandinavos, o skype estava com 53 milhões de clientes – mais que o dobro de usuários da British Telecom e estava atraindo mais de 150 mil assinantes novos por dia. O Skype empregava somente 200 pessoas, cerca de 90 mil vezes menos do que a British Telecom empregava só no Reino Unido.
  • Talvez o exemplo mais extraordinário de todos seja o Plenty of Fish, um serviço on-line que ajuda as pessoas a encontrar alguém com quem se relacionar. Lançado em 2003, o website teve um crescimento absurdo. No fim de 2006, cerca de 300 mil pessoas estavam solicitando o serviço todo dia, e lendo cerca de 600 milhões de páginas por mês. Plenty of Fish se tornou o maior site do gênero no Canadá e um dos dez maiores tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido. Bom, quantas pessoas essa companhia emprega? Para ser exato, apenas uma: seu fundador Marcos Frind, que chega a ganhar U$ 10.000,00 por dia.

Bom Programa!

Internet – Produção e Distribuição Gratuita de Produtos

Como as empresas distribuem produtos básicos de graça na Internet?

Os processos econômicos únicos da administração de uma empresa com a rede computacional, combinados ao alcance global dos sites da Web, permitem que as companhias que dependem da Internet adotem uma estratégia empresarial que teria sido impensável há pouquíssimos anos atrás: podem distribuir seus produtos básicos de graça.

O YouTube não cobra nada dos usuários que queiram arquivar ou assistir um vídeo; ganha dinheiro com publicidade e patrocínios. O Skype permite que seus assinantes façam ligações telefônicas ilimitadas para outros assinantes por meio da internet – ligações grátis – e cobra só alguns centavos de dólar a cada minuto por ligações feitas para linhas telefônicas tradicionais.

O YouTube não paga um único centavo pelas centenas de milhares de vídeos que coloca no ar. Todos os custos de produção são assumidos pelos usuários do serviço. Eles é que são os diretores, produtores, autores e atores e, quando enviam seu material para o YouTube, na verdade estão doando seu trabalho para a companhia.

A “produção social”, um fenômeno que está remodelando os processos econômicos da mídia, do entretenimento e do setor de software, permite que muitas daquelas “tarefas cognitivas não rotineiras”, que exigem “flexibilidade, criatividade e resolução de problemas em geral e comunicações complexas”, sejam realizadas de graça – não por computadores da rede, e sim por pessoas da rede.

Em uma nova versão da antiga prática agrícola de dividir a colheita, os responsáveis pelos sites fornecem o imóvel e as ferramentas, deixam os membros fazerem todo o trabalho e depois colhem os frutos econômicos. Por que as pessoas doam seu trabalho dessa forma? A principal razão pela qual as pessoas contribuem com esses sites não é diferente daquela pela qual cultivam hobbies ou doam seu tempo a instituições de caridade ou grupos comunitários: porque gostam de fazer isso. Dá satisfação a elas. As pessoas gostam naturalmente de criar coisas, de mostrar suas criações aos outros, de falar de si mesmas e da família e de participar de projetos comunitários.

Bom Programa!

Internet , Jornalismo, Comunicação e Marketing

Qual a razão do jornalismo impresso estar passando por dificuldades devido à Internet?

A Internet, está se tornando não só um computador universal, mas também um meio de comunicação universal  que promete remodelar a cultura. Há muito tempo uma viga mestra de cultura, o jornalismo impresso, está passando por transformação e há dúvidas quanto ao seu futuro. Nas duas últimas décadas, a leitura de jornais no mundo despencou. Há muitas razões para o declínio de longo prazo da leitura de jornais.

  • Um dos fatores mais importantes por trás da aceleração recente da tendência é a facilidade para obter noticias e manchetes via Internet.
  • Os anunciantes não têm mais que pagar para que apareçam em um pacote.
  • Usando serviços sofisticados de colocação de anúncios, como o Google AdWords ou o Yahoo Search Marketing, os anunciantes podem associar seu anúncio ao tema de uma matéria em particular ou até a leitores específicos que essa matéria atrai, e só pagam ao editor quando o leitor vê o anúncio ou, como acontece cada vez mais frequentemente, quando clica nele.
  • Além disso, cada anúncio tem um preço diferente, dependendo do valor que tem para o anunciante ele ser visto ou alguém clicar nele.
  • Uma empresa farmacêutica pode pagar muito por cada clique em um anúncio de novo remédio, por exemplo, porque todo novo consumidor que ele atrair vai gerar um monte de vendas.
  • Como todas as visualizações de páginas e os cliques em anúncios são cuidadosamente rastreados, o editor sabe exatamente quantas vezes cada anúncio é visto,quantas vezes alguém clicou nele e a renda que cada visualização ou clique produz.
  • Os artigos mais bem-sucedidos em termos econômicos são aqueles que, além de atrair muitos leitores, tratam de assuntos que atraem anúncios bem pagos.
  • E os mais bem-sucedidos de todos são aqueles que atraem um monte de leitores inclinados a clicar nos anúncios bem pagos.

Como gerar conteúdo de alta qualidade em um mundo em que os anunciantes querem pagar pelo clique, e os consumidores não querem pagar nada?

Até logo!

Internet e Interesses Humanos

Porque a Internet pode ser vista como um banco de dados de interesses humanos?

A Internet não conecta só máquinas de processamento de informações. Nossa inteligência constitui uma parte tão grande do poder do Supercomputador Mundial quanto a inteligência incrustada nos códigos dos softwares ou nos microchips.

Na Internet, nossos desejos podem ser analisados na medida em que os expressamos por meio das escolhas que fazemos on-line. Desempenhamos um papel semelhante, sem sequer nos darmos conta, quando usamos o mecanismo de busca do Google. No miolo desse mecanismo está o algoritmo PageRank (classificação de páginas) que Brin e Page criaram na década de 1990, quando alunos de graduação na Universidade Stanford. No mecanismo de busca do Google começamos a ver a inteligência humana se fundir com a inteligência artificial do Supercomputador Mundial. Em ambos os serviços, as pessoas tornam-se subordinadas à máquina. Usando satélites de posicionamento global e transmissores de rádio minúsculos, nossos movimentos no mundo físico podem ser rastreados de forma tão meticulosa quanto se rastreia hoje nossos cliques no mundo virtual.

E, à medida que os tipos de transações comerciais e sociais realizadas pela Internet proliferam, muitos outros tipos de dados serão coletados, armazenados, analisados e postos à disposição de softwares.

Até logo!

Internet e Privacidade

Como a Internet contribui para um melhor conhecimento do comportamento dos consumidores?

Uma das características essenciais da Internet é a interconexão de diversos bancos de dados. A “abertura” dos bancos de dados é o que dá ao Supercomputador Mundial grande parte de seu poder. Mas também facilita a descoberta de relações secretas. A análise dessas relações revela um tesouro rico de informações confidenciais sobre usuários da Web. Os sistemas de computadores em geral, e a Internet em particular, colocam um poder enorme nas mãos dos indivíduos. Mas colocam um poder maior ainda nas mãos de empresas, governos e outras instituições.

À medida que passamos mais tempo on-line, alimentando os bancos de dados com os detalhes de nossa vida e de nossos desejos, os softwares serão cada vez mais capazes de descobrir e explorar as tendências sutis de nosso comportamento. Em 1995, o Netscape introduziu melhorias no navegador para dispor daqueles “cookies mágicos” que permitem às empresas identificar e monitorar os visitantes de seus sites. A sofisticação crescente do marketing da Web pode ser vista com mais clareza na propaganda.

Mas a Internet não é só um canal de marketing …

Também é um laboratório de marketing, fornecendo às empresas insights sem precedentes sobre as motivações e o comportamento dos consumidores.

Até logo!

Internet e Segurança da Informação

Qual o impacto do “spam” na Internet?

As redes de computadores em geral e a Web em particular, sempre foram infestadas de vigaristas, criminosos e vândalos, que mostraram ser perfeitamente capazes de descobrir e explorar as vulnerabilidades dos softwares, bancos de dados e protocolos de comunicação.

Spam. Estima-se que mais de 90% de todos os e-mails enviados pela Internet sejam spam. Uma empresa de rastreamento de spam declarou que, em um dia qualquer, chegam a ser enviados até 85 bilhões de spams. Embora a maioria dessas mensagens seja detectada pelos filtros, um número bem maior chega a seu alvo, o suficiente para tornar o ramo dos spams mais lucrativo que nunca.

Botnet. Como os spammers conseguiram florescer apesar do esforço conjunto de companhias de computação e comunicações para detê-los? Sua arma mais potente passou a ser a botnet. Abreviatura de robot network (rede robótica). Uma botnet é criada por meio da distribuição de um vírus pela Internet. Quando o vírus consegue entrar num PC, por meio de um anexo de e-mail ou de um arquivo baixado, instala um pequeno fragmento de código que permite à maquina ser manipulada pelas instruções de um computador distante. Uma botnet pode incluir milhares e até milhões de “PCs-zumbis”, todos agindo coletivamente como um sistema único, sem que os donos tenham a menor idéia de que há algo errado. Na verdade, o custo marginal de enviar uma mensagem cai a zero, o que torna econômico distribuir quantidades ilimitadas de lixo. Acredita-se que entre 10% e 25% de todos os computadores da Internet estejam infectados hoje com vírus de botnets, e que redes zumbis respondam por, no mínimo, 80% de todos os spams. Além de seu potencial lucrativo, as botnets também podem ser usadas para semear a distração na própria Internet. O  master (usuário que controla as botnets) pode instruir seu exército de computadores robotizados a inundar um site comercial ou governamental com pedidos de informações em um ataque DDoS (sigla em inglês de Distributed Denial of Service – Negação Generalizada de Serviço).

Como mais de 150 milhões de computadores podem ser zumbis agora, a disseminação de botnets já é considerada por muitos uma “pandemia”.

Até logo!