Datacenter

Consultas Rápidas

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Evolução dos Datacenters

Datacenters são estruturas complexas que agregam diversas tecnologias de rede e de TI que estão em constante evolução.

As corporações médias ou grandes possuem Datacenters, sejam próprios ou terceirizados. Elas necessitam de uma estrutura que concentre os servidores de aplicações de negócio em uma área especializada com alto desempenho e disponibilidade.

O crescimento da oferta de serviços de Datacenter por grandes players do mercado de TI e de Telecomunicações é um movimento mundial.

  • Segundo pesquisa do IDC, a média de idade dos Datacenters das grandes corporações é de 9 anos. O Grupo Gartner fez uma pesquisa semelhante e constatou que os Datacenters com mais de 7 anos estão obsoletos.
  • Segundo o Uptime Institute,  36% das organizações esperavam esgotar a sua capacidade de TI em 18 meses.

Esses dados variam com o tempo e mostram o potencial de oportunidades de negócios para serviços de datacenter para provedores de serviço.

Os principais componentes do Datacenter são as máquinas que abrigam as aplicações de negócio – mainframes, servidores web e de aplicações, servidores de arquivo, servidores de mensagens, sistemas operacionais e softwares de aplicações que rodam neles, e subsistemas de armazenamento interligados por redes SAN e IP.

As aplicações empresariais típicas focam nas seguintes áreas de negócio: Customer Relationship Management (CRM), Enterprise Resource Planning (ERP), Supply Chain Management (SCM), Sales Force Automation (SFA), Processamento de Pedidos e E-commerce.

Datacenters e Servidores

Quais são os servidores mais frequentes e emergentes em Datacenters?

Os Servidores são as máquinas que abrigam as aplicações de negócio. Os principais tipos de máquinas são:

  • Mainframes
  • Servidores web e de aplicações
  • Servidores de arquivo
  • Servidores de mensagens
  • Sistemas operacionais e softwares de aplicações que rodam neles
  • Subsistemas de armazenamento interligados por redes SAN e IP;

Veja a seguir uma descrição sumária dos principais servidores de um datacenter:

Até logo!

Serviços Gerenciados em Datacenters

Como os serviços gerenciados, acrescidos aos serviços básicos de datacenter, garantem os SLAs das aplicações de negócios?

Tanto os serviços de Colocation quanto os de Hosting  podem e devem ser acrescidos de Serviços Gerenciados. Esses tipos de serviços são direcionados para manter o ambiente de datacenter atualizado e garantir o desempenho das aplicações dentro de SLAs definidos. Veja abaixo uma lista dos serviços mais frequentes:

  • Monitoramento Avançado de Servidor – acompanhar o desempenho. Notificar e resolver o problema.
  • Atualizações de sistema operacional – aplicar patches e atualizações para garantir que o servidor está sendo executado da forma mais rápida e segura possível.
  • Limpeza de Disco e Backup – fazer backup de dados e remover arquivos antigos ou desnecessários do servidor, em base regular.
  • Varredura de Vírus – executar rotinas de verificações de vírus em unidades de disco rígido do servidor.
  • Auditorias de Segurança – avaliar o sistema e relatar problemas de segurança identificados.
  • Gerenciamento de e-mail – configurar, gerenciar e filtrar contas de e-mail dos domínios hospedados.
  • Firewall Gerenciado – proteção de tráfego maliciosos antes de atingirem servidores e dados de missão crítica.
  • Backups e armazenamento “offsite” – para garantir que dados, websites e aplicações sejam recuperáveis em casos de desastres naturais e quedas de energia.
  • Load Balancing – garantir que o tráfego seja distribuído para o servidor de menor carga de trabalho, maximizar o uso dos recursos existentes, reduzir o TCO e garantir o melhor desempenho para a aplicação.
  • Administração de Banco de Dados – Otimizar e ajustar databases para melhor desempenho.

Bom Programa!

Moving de Datacenter

Como migrar a infraestrutura de TI de um datacenter corporativo para um datacenter de provedor?

Chama-se de datacenter moving, ao processo de mudança de datacenter, e realocação da infraestrutura de TI de um datacenter corporativo para outro de provedor. Os serviços de datacenter moving envolvem as seguintes atividades:

  • Consolidação de servidores, mudança de aplicações de servidores convencionais para servidores virtualizados.
  • Consolidação de storage. Mudança de storage clássico para storage virtualizado.
  • Aderência às melhores práticas do ITIL e COBIT.
  • Ampliação da segurança.

O trabalho de consultoria para as ações de moving são as seguintes:

  • Mapeamento da infraestrutura de TI atual.
  • Avaliação dos pontos de impacto críticos.
  • Planejamento de mudança para menor impacto das aplicações críticas
  • Realização de mudança com menor impacto nos negócios.

Bom Programa!

Eficiência de Energia em Datacenter

Você sabia que energia é cerca de 44% do TCO de um Datacenter?

Este é um assunto em evidência. Veja o panorama mundial:

  • Estudos da Universidade de Stanford indicam que o consumo de datacenters representa 1,2% de todo o consumo de eletricidade dos EUA.
  • O Uptime Institute levantou que os custos de energia representam até 44% do TCO (*) de um Datacenter.
  • O Datacenters construído há uma década tem uma eficiência de apenas 40%. Isto é, de 100% de energia injetada para o Datacenter, 60 % são “consumidos” antes de serem utilizados pela carga de TI.
  • Os 40% de energia que sobram para a carga de TI são distribuídos em: servidores (63%), Storage (22%) e Comunicações/outros  (15%).
  • Somado a isso, os servidores  blades, cada vez mais são utilizados. São mais densos, consomem mais cargas por m2 e saturam mais rapidamente a capacidade energética de datacenters mais antigos.

Os fatores principais que afetam os projetos de energia dos novos datacenters são:

  • Aumento da demanda computacional
  • Aumento da densidade de equipamentos de TI
  • Aumento dos custos de energia
  • Falta de energia para atender novas demanda

(*) TCO (Total Cust Ownership), é custo total da posse, é uma estimativa financeira projetada para consumidores e gerentes de empresas para avaliar os custos diretos e indiretos relacionados à compra de todo o investimento, durante o seu ciclo de vida.

Bom Programa!

PUE – Power Usage Effectiveness

Como o PUE permite calcular a eficiência energética dos datacenters?

Cada vez mais, existe a preocupação de se definir melhores métricas de eficiência para diminuir o TCO (Custo Total de Propriedade), comparar e criar melhores práticas mercado. O Green Grid criou duas métricas bem utilizadas: o PUE (Power Usage Effectiveness) e o DCiE (Datacenter Efficiency). Um é o inverso do outro. PUE = Energia Total de Instalação / Energia da Carga de TI e DCiE = 1 / PUE

Onde:
• Energia Total de Instalação – é a energia do medidor que alimenta o datacenter
• Energia dos Equipamentos de TI – energia de todos os equipamentos de TI, incluindo monitoramento e gerenciamento.

Essas duas métricas permitem calcular a real eficiência de datacenters, criar benchmarkers e controlar evoluções e mudanças.
Por exemplo, veja a utilidade do PUE em planejamento de carga de trabalho:

  • Seja um datacenter com um PUE de 3.0. Isso indica que o datacenter demanda 3 vezes mais energia do que a necessária para alimentar os equipamentos de TI.Para um PUE de 3.0, se um Rack de energia demanda 10 KW, é necessário 30 KW na entrada do datacenter – a eficiência é cerca de 30%. A meta atual de datacenters de última geração é um PUE entre 1,8 e 1,2.

Veja o próximo artigo Melhoria de Eficiência Energética em Datacenters.

Até logo!

Melhoria de Eficiência de Energia do Datacenter

Quais são as abordagens utilizadas para aumentar a eficiência de energia do  Datacenter?

Existem duas abordagens principais para melhorar a eficiência:

  • Melhorar a eficiência da infraestrutura de transformadores de energia e refrigeração de ambiente – via modularização.
  • Melhorar a eficiência da carga de TI – via a virtualização de servidores: grupar num único servidor várias cargas de trabalho, criando máquinas virtuais.

Observar o seguinte:

  • Um servidor a plena carga ou a 15% da sua capacidade consome a mesma carga de energia. Só esse fato já torna a virtualização bastante atraente pela eficiência energética que propicia.
  • A automação em datacenter facilita a mobilidade de servidores e aplicações e gera mobilidade de carga de energia – permite redistribuir servidores pelos datacenter para estágios de baixo consumo e vice versa. Essa capacidade pode gerar economias de energias significativas.
  • O PUE sempre deve ser avaliado na comparação de soluções de datacenters nos seus variados portes – pequenas diferenças no PUE podem gerar grandes reduções de TCO.

Bom Programa!

Arquitetura Cliente Servidor x Multicamadas

Qual a evolução  na arquitetura das aplicações dos modernos datacenters?

O principal objetivo do datacenter é abrigar aplicações que os usuários invocam remotamente para recuperar dados ou realizar tarefas tais como emissão de ordens, solicitações de reservas, comunicação com uma parte remota, recuperação de documentos, dentre outros.

Do ponto de vista arquitetural, as aplicações são executadas em vários servidores, para executar as seguintes funções: 1) a interface de usuário (servidores web), 2) a lógica de aplicação (servidores de aplicação) e 3) um sistema para salvar e recuperar dados (servidores de base de dados). Além desses servidores, vários outros serviços suportam aplicações de gerência de serviços de rede – servidores de arquivo, servidores DNS – domain name system, servidores de diretório , servidores Radius e servidores de certificação (CA).

Hoje as aplicações estão migrando do modelo cliente servidor para o modelo multicamadas, tal como ilustrado na figura abaixo. Observe que no modelo cliente servidor as 3 funções estão centralizadas e no modelo multicamadas elas são apresentadas distribuídas

O modelo clássico de cliente/servidor provê a comunicação entre uma aplicação e um usuário através do uso de um servidor e um cliente: 1) Um “software cliente” (o exemplo mais comum é um browser) – que prove uma interface gráfica de usuário (GUI) no topo de uma aplicação no computador do cliente. Tem a responsabilidade de recuperar dados do servidor e apresenta-los para o cliente e 2) Um servidor – onde o restante da logica do negócio reside. Roda apresentações, aplicações e base de dados que usam múltiplos processos internos para comunicar e trocar informações. A troca de informações entre cliente e servidor é em sua grande maioria dados, por causa do “software cliente” realizar funções de apresentação local, tal que o usuário final possa interagir com a aplicação usando uma interface local de usuário.

O modelo multicamadas iniciou quando as primeiras aplicações baseadas na web apareceram, que demandam quantidades maiores de interfaces e formatos de mensagens padrão compartilhadas pelas aplicações. Isso exige maior desempenho e servidores com funções específicas.  Esta arquitetura “web-based” implica no uso de funcionalidades ou camadas separadas: softwares clientes, servidores web, servidores de aplicação e servidores de base de dados. O browser interage com os servidores web e os servidores de aplicação e os servidores web interagem com os servidores de aplicação e os servidores de base de dados. O modelo multicamadas exige um padrão de arquitetura web onde o browser formata e apresenta a informação recebida do servidor web. O lado do servidor na arquitetura web consiste de múltiplos e distintos servidores que estão funcionalmente separados.

Até logo!

Aplicação e modelo multicamadas

O modelo multicamadas admite diferentes arquiteturas (ou camadas): cliente e servidor web; ou cliente, servidor web e servidor de aplicação; ou cliente, servidor web, servidores de aplicação e servidores de base de dados.

O modelo multicamadas é mais escalável e gerenciável e também é mais complexo do que o modelo cliente-servidor – habilita ambientes de aplicação evoluírem através de ambientes de computação distribuídos.

A figura abaixo ilustra o modelo multicamadas e mapeia cada camada numa lista parcial de tecnologias correntemente disponíveis pra cada camada:

Note que os servidores que interfaceiam com o cliente fornecem a interface para acessar a lógica do negócio na camada de aplicação. Embora algumas aplicações ainda não forneçam um “front end web-based”, o processo de “transformação para web das aplicações de negócio (webetização) está em franco progresso. Essas multicamadas são pedaços distintos da lógica que realizam funções específicas. A separação lógica de aplicações de front-end e funções de back-end habilita a separação física e suporta o movimento de computação distribuída/greed computing.

Nas arquiteturas multicamadas os servidores web, servidores de base de dados e de aplicações, não necessitam mais coexistir no mesmo servidor físico. Essa separação aumenta a escalabilidade do serviço e facilita a gerência de um grande número de servidores.

Na perspectiva de rede, esses grupos de servidores que realizam funções distintas podem também serem fisicamente separados dentro de diferentes segmentos de redes, por razões de segurança e de gerenciabilidade.

Conclusão: Mapear a movimentação de aplicações, arquiteturas e servidores ajuda a identificar o núcleo de mudanças e oportunidades TIC para a venda de serviços datacenters e redes de telecom. A arquitetura de rede é, dessa forma, ditada pelos requisitos de aplicações em uso e suas metas de disponibilidade, escalabilidade, segurança e gerência.

Até logo!

EAI – Enterprise Application Integration

Qual a evolução na arquitetura das aplicações com a webtização e qual o impacto no modelo de rede de comunicação?

Datacenters normalmente hospedam servidores executando vários sistemas operacionais e aplicativos baseados em arquiteturas de softwares diversos. A diversidade de plataformas de hardware e software em um único Datacenter é o resultado de muitos fatores, que incluem: 1) rápida evolução das tecnologias de aplicação, 2) consolidação de “farms de servidores” de empresas que foram mescladas, 3) execução paralela e independente de softwares sem um  plano geral entre vários sistemas, e assim por diante.

A diversidade de aplicativos em datacenters aumenta a carga de gestão e a necessidade de compartilhar os mesmos dados. Isto é um desafio e razão para a tendência atual de simplificação e integração em muitos datacenters. Aplicativos críticos de negócios de empresas,  como bancos de dados, sistemas de reserva, encomenda, peças e ferramentas, existem muito antes da Internet, e eles foram originalmente desenvolvidos para execução em sistemas do tipo mainframes IBM. Nos últimos anos, as empresas decidiram deixar usuários internos e remotos, parceiros comerciais e clientes acessarem online seus aplicativos. Reescrever aplicativos para torná-los totalmente baseado na web representa um risco para a estabilidade e disponibilidade no software existente. A solução é criar uma “interface web” para os aplicativos existentes. Esta tarefa não trata apenas de colocar um servidor web na frente de um mainframe, mas fornecer uma interface fácil de usar, consolidar e automatizar processos de negócios. Essa operação pode ser complexa porque exige a integração de diversas aplicações diferentes que não foram projetadas para interoperar com as outras aplicações fora do escopo original. Esse processo de integração é normalmente conhecido como Enterprise Application Integration (EAI).

O modelo de projeto de software que simplifica a integração e o desenvolvimento de aplicativos via web é o modelo multicamadas, e o software que conecta esses servidores e aplicativos juntos é chamado de “middleware”. Middleware pode traduzir solicitações HTTP para os protocolos específicos de aplicações legadas.

Bom Programa!