Rede – Planejamento E Administração

Consultas Rápidas

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Disponibilidade, Confiabilidade e Manutenibilidade

Qual a relação entre disponibilidade, confiabilidade e manutenibilidade?

Confiabilidade, Manutenibilidade e Disponibilidade são indicadores probabilísticos e essenciais para projeto, implantação e operação de serviços.

Confiabilidade é a probabilidade de um sistema ter um desempenho satisfatório, durante certo intervalo de tempo, em determinadas condições. Pode ser representada pela popular exponencial negativa, ou seja:

c = = e- λt, a confiabilidade de um sistema diminui ao logo do tempo segundo uma exponencial negativa;

onde λ é uma constante denominada taxa de falha do sistema, e t é o tempo.

O inverso de λ é denominado MTBF (Mean Time Between Failures = Tempo Médio entre Falhas). Às vezes, utilizamos a expressão da Confiabilidade, outras vezes utilizamos seu parâmetro λ ou seu inverso, MTBF.

Manutenibilidade é um parâmetro (variável) de projeto e instalação, que expressa a probabilidade de um item ser restaurado numa condição definida, dentro de um determinado intervalo de tempo, quando a manutenção é feita de acordo com os procedimentos e recursos técnicos logísticos especificados.

Disponibilidade é a probabilidade de que o sistema estará operacionalmente disponível, quando acionado de uma forma aleatória num ponto do tempo.

Pelas definições observamos que Disponibilidade é uma função da Confiabilidade e Manutenibilidade:

Disponibilidade = MTBF/MTBF + MTTR,

Ou seja, Disponibilidade é a relação entre o tempo que um sistema está operacional comprado com o tempo total observado.

 Até logo!

Funcionalidades de Monitoramento de Rede

Quais as funcionalidades de Monitoramento de Rede?

Um produto abrangente de monitoramento de rede deve ser capaz de detectar, monitorar e analisar seus dispositivos em tempo real, com base em alertas e avisos.

A ferramenta deve ser moderadamente fácil de implementar, configurar e suportar dispositivos de múltiplos fornecedores. Deve incluir autodiscovery, inventário de dispositivos, alertas automáticos e configuráveis de problemas e uma interface de gerenciamento centralizado baseado na Web, incluir um painel com gráficos de fácil leitura e tabelas que forneçam visões diferentes do status da rede; deve ter um mapa de topologia de rede (ou a capacidade de gerar um), assim como comandos para modificar as configurações de rede e solucionar problemas. Deve também ser capaz de detectar e analisar o tráfego do protocolo de Internet versão 4 (IPv4) e o IPv6.

Uma ferramenta de monitoramento de rede normalmente usa agentes ou sensores para coletar e transmitir dados para um console de gerenciamento para análise. Agentes necessitam de alguns recursos para executar, que podem afetar o desempenho. Um produto sem agente, por outro lado, é projetado para não ter pouco ou nenhum impacto sobre processos atuais.

Muitas abordagens de monitoramento de rede é baseada no reconhecimento de aplicativos (application aware), o que significa que esses sistemas podem detectar e monitorar todos os aplicativos e serviços que operam através de uma rede. Este é um benefício importante, pois permite que os administradores possam distinguir se um problema de desempenho decorre da rede ou do aplicativo em si. Neste particular, permite que a equipe de TI monitore um aplicativo em detalhes, tempo de resposta, processamento do servidor, rede, ou seja, todo os recursos que suportam a aplicação. O reconhecimento de aplicativos permite a equipe de TI controlar o tempo de resposta do aplicativo em detalhes, incluindo o processamento do servidor e retardo da rede.

A capacidade de avaliar tendências, históricos e o que se espera, é um recurso útil para identificar padrões de desempenho de rede e à partir daí, vislumbrar o futuro mais provável do desempenho da rede.

O planejamento automático de capacidade é outro recurso que facilita a gestão de infraestrutura de rede e otimização, através do envio de avisos para o administrador de rede, sempre que limites de capacidade de memória, largura de banda ou rede estejam prestes a serem ultrapassados.

Até logo!

O Administrador de Rede

Quais as atividades do “Administrador de Rede”?

Toda a rede precisa de um administrador de rede, independentemente dela ter 2, 100 ou mais computadores. As principais atividades do administrador de rede  são: instalar, configurar, expandir, proteger e reparar a rede, nas seguintes perspectivas:

  • Hardware de rede, como cabos, switches, roteadores, servidores, computadores clientes.
  • Software de rede, como sistemas operacionais de rede, servidores de e-mail, software de backup, servidores de base de dados e software de aplicações.
  • Suporte de Rede, o mais importante de tudo: responder perguntas dos usuários da rede, entender suas necessidades e resolver os problemas.

Grandes redes geram muito trabalho de gestão. Redes menores são muito mais estáveis, já que uma vez bem planejadas e configuradas, não exigem muito tempo para gerenciar o hardware e o software. Independentemente do tamanho da rede, as seguintes áreas de gestão devem ser cobertas por um administrador de rede:

  • Atualização de equipamentos. Atualização do hardwaree escolha de equipamentos adequados.
  • Configuração – mudanças no cabeamento, designação de nomes de novos computadores, integração do novo usuário nas políticas de segurança, e assim por diante.
  • Atualização de versões de software. Decidir se vale a pena atualizar o sistema operacional de rede. Criar um plano e executar a migração.
  • Patches. São pequenas atualizações para resolver problemas do sistema operacional do servidor e outros softwares existentes.
  • Gestão de desempenho. Ajustar a rede para o melhor desempenho. Estabelecer rotinas de backup, arquivar dados antigos, descobrir problemas antes dos usuários perceberem.
  • Inventário de software. Controlar todos software existentes na rede para permitir reinstalações rápidas.

Diante disso, quando estivermos nos relacionando com esses profissionais uma boa prática é prever e diagnosticar os problemas e desejos mais prováveis, que possam ser resolvidos pela nossa solução. Precisamos perguntar para nos mesmos: Quais são os problemas que a minha solução resolve para esse administrador de rede? Conhecer as principais atividades de um administrador de rede, nos ajuda a responder essas perguntas.

Até logo!

Planejamento e Inventário de Rede

Quais são os tipos de informações que devem ser obtidas para inventariar os computadores e recursos da rede?

Uma das questões de planejamento e desenvolvimento de uma rede é saber quais os computadores correntes. Antes de projetar o que será, é necessário saber onde estamos. Em outras palavras, é necessário fazer um inventário dos computadores correntes. É necessário levantar as seguintes informações:

  • Tipo de processador e se possível a velocidade de clock.
  • O tamanho do disco rígido (hard drive)
  • A quantidade de memória
  • A versão do sistema operacional
  • O tipo de cartão de rede (NIC)
  • Quais os tipos de protocolos de rede usados
  • Qualquer dispositivo complementar conectado ao computador
  • Quais os drives e discos de instalação necessários para cartões de rede, impressoras, scanners, e assim por diante
  • Quais os softwares usados no computador: Microsoft Office? Auto CAD? …

De uma forma geral essas informações são obtidas no computador clicando no menu inicial e navegando, tal como ilustrado na figura abaixo:

Até logo!

Administração de Softwares de Rede

Quais as principais questões da administração de softwares e licenças vivenciadas por um administrador de rede?

Gerencia de software é uma atividade importante do administrador de rede:

  • Alguns programas de softwares tem funcionalidades para regular o número de usuários que rodam o software ao mesmo tempo, na rede. Isto deve ser configurado e monitorado.
  • Outra questão importante é a capacidade de instalar e atualizar o software em muitos computadores, que precisa ser simples e rápida.
  • E por fim, manter os softwares atualizados com as últimas versões do fornecedor.

Gerencia de Uso. O software na realidade não é comprado. O que é comprado é o direito de uso. Isto significa que o usuário é obrigado a seguir os termos da licença que tipicamente são os seguintes:

  • Instalação do software em apenas 1 computador
  • Permissão de cópia em backup
  • Não é permitida engenharia reversa de software
  • Tipo de aplicação que o software possa ser usado
  • Não se responsabilidade por erros causados por bugs no software

Tipos de Licença. De uma forma geral existem 3 tipos de licença:

  • Varejo. O software comprado dos distribuidores de softwares ou downloads. O benefício principal está em permanecer com o usuário quando da atualização do computador.
  • OEM (Original Equipment Manufacturer). Compra de um software que é instalado por um fabricante de computador num novo computador. Por exemplo, compra de um computador Dell com o Microsoft Office instalado. Se aplica apenas ao computador específico para o qual foi comprado o software.
  • Volume. Permite instalar e operar o software em mais de 1 computador. Existem vários alternativas de licença que geralmente variam em função da quantidade, funcionalidades e benefícios.

Até logo!

Gargalos de Rede e Monitoramento

Quais são os gargalos de rede mais frequentes e as boas práticas de monitoramento?

Gargalo é qualquer recurso que limita o desempenho. Todos os sistemas têm 1 gargalo. Quando eliminamos um gargalo, criamos outro. Os gargalos mais frequentes nas redes de computadores são:

  • Hardware dos Servidores. Processador Memória, Disco e Interface de Rede.
  • Configuração dos servidores. Todos os sistemas operacionais de rede tem opções de configuração. As opções mais frequentes são: memória virtual, protocolos de rede e espaço livre em disco rígido.
  • Servidores sobrecarregados. A adição de novos servidores deve ser avaliada para que os recursos de rede e tráfego sejam balanceados entre servidores e dentro dos níveis de capacidade.
  • Infraestrutura de rede. Cabeamento, switches, tamanho dos segmentos de rede, velocidade da rede local e roteadores
  • Componentes com mal funcionamento. Que podem acontecer à vários componentes, como NIC, switch, roteadores, servidores, e assim por diante.

O monitoramento de desempenho habilita uma visão em tempo real do desempenho, mas a informação mais útil é obtida dos logs, que podem ser configurados em função da frequência,  faixa horária e dia. Por exemplo, a cada 10 segundos no período de 10:00 as 10:30 , nas segundas feiras. Isso deve ser programado, mesmo quando não existem problemas de desempenho, para servir como uma linha de referência. O monitoramento deve ser feito com economia, para não reduzir o desempenho do servidor.

Outras abordagens devem ser incluídas: a observação de leds de switches podem indicar alta taxa de colisão de pacotes nas portas de switches e problemas e nos cartões de interface de rede. As rotinas de manutenção, backups, atualização de bancos de dados, devem ser programadas, preferencialmente, fora do expediente. Alguns problemas nas aplicações podem degradar o desempenho, tais como não liberação de memória, e assim por diante. Outra fonte frequente de retardo são spywares.

Até logo!